20/06/2016

Da série: "Somos todos juízes?"

 
Imagem da tirinha do Armandinho, Alexandre Beck, publicada no Diário Catarinense de 20/06/2016
   
          A tirinha do Armandinho de hoje foi sensacional e faz a gente pensar em várias coisas. O discurso do "vá estudar" e a pregação da meritocracia é assim. Trata como mais importante uma do que outra função em nossa sociedade, não que não possa haver uma diferença, não que não possa existir diferentes salários, mas qual o motivo de ser assim tão discrepante o salário de uns em relação ao salário de outrosAfinal de contas, somos todos juízes? 

          A campanha promovida pela Associação de Magistrados Brasileiros com participação ativa da Associação dos Magistrados Catarinenses busca um olhar humano sobre os juízes, e não o processo de humanização dos magistrados para com a sociedade e para com quem vivem e trabalham. Afinal de contas aqui quantos já trataram o magistrado por "você", ou apenas o tratam pelo "primeiro nome", ou "apelido" ou mesmo de jeito forma "Sr. Fulano", pelo "sobrenome"? 

          Para grande parte da magistratura é um abuso insolente. afinal de contas se "somos todos juízes" seria importante a própria AMC buscar discutir com os magistrados filiados (todos) um processo de humanização dentro dos cartórios, dentro dos fóruns e no convívio com a sociedade. Se fossemos 200 milhões de juízes, provoca a tira de armandinho, quem iria recolher o lixo de nossas casas, ou melhor quem faria nossas casas...? 

Um comentário:

  1. O engraçado e o curioso é que, ao contrário da campanha, a missão e visão do PJSC não menciona nada em sermos "todos juízes". No afã de não mais conseguir esconder o favorecimento apenas a uma parcela de privilegiados, cabe indagar se o PJSC está colocando sua missão em segundo plano.

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