17/12/2015
Cancelada a reunião de sexta-feira (18/12) dos aposentados na frente do TJ
O blog havia informado aqui do chamamento de uma reunião do Núcleo dos Aposentados para amanhã, sexta-feira dia 18/12 a partir das 13 horas na frente do Tribunal de Justiça, mas o evento foi cancelado conforme se observa no facebook. Sem o apoio do SINJUSC e com muitos aposentados recebendo menos ainda neste final de ano os mesmos decidiram por cancelar a mobilização marcada. Uma pena que acabe assim o ano de 2015, com mais uma perda para os trabalhadores e principalmente, para os trabalhadores que mais precisam.
Como diz o Luizinho, eu tenho saudades das mobilizações, dos encontros, das discussões, das lutas que travamos e nas quais em alguns momentos saímos vitoriosos. Pois a vitória dos aposentados é a nossa própria vitória, é a vitória do nosso futuro, é a vitória daqueles que mesmo com o avanço da idade ainda sabem que é na luta que se fazem as conquistas.
As rugas nos nossos rostos e os nossos cabelos brancos (eu também os tenho, e cada dia mais), as as marcas daquilo que fizemos. São as lembranças que o tempo deixou em nossos corpos, são as cicatrizes da experiência. E eu tenho o orgulho de dizer que gosto muito da minha experiência e se puder eu quero ter cada vez mais ela junto comigo, me olhando no espelho e reparando que as marcas são para me lembrar que a luta é árdua.
Não está morto quem peleja! Esse ditado é uma grande verdade e fica aqui a admiração de quem escreve o blog pelos bons companheiros e companheiras que fizemos em todos estes anos. Vocês muito me ensinaram e apontaram o bom caminho. Sei que pouco vale o aqui escrito, mas vale um pouco mais o abraço fraterno que fica para todos os aposentados que sempre lutaram neste judiciário. O nosso respeito, a nossa consideração e o nosso orgulho!
2015: Um ano para ser esquecido...
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| Imagem do site minimalismonapratica.com.br |
Começamos o ano com expectativa de melhorias com a tão falada valorização do servidor, e a esperança do NPCS aprovado.
Em nada acontecendo, lideranças isoladas, até então desconhecidas, foram surgindo. Começou, nas bases, um movimento pró greve que imediatamente tomou força, pois vinha ao encontro da vontade da grande maioria dos servidores.
Veio a greve e a cada dia mais adesões; em cada assembleia, mais forças se somavam às já existentes, tornando emocionante participar de cada uma delas, pela garra dos participantes.
Mas a realidade apareceu e percebemos que estávamos sem liderança, e por consequência perdemos força.
Foi tudo em vão?
Não. Jamais. Tivemos alguns avanços. Muito menores do que buscávamos, mas ainda assim, ganhos.
Houve acertos e erros por parte de todos, grevistas ou não. Apesar disso, 2015 será lembrado como o ano da maior greve já vista no Judiciário Catarinense. Paralisação que não foi entendida pelos nossos dirigentes, que não acreditaram, talvez, na força de nossa união.
Mas a lição que esse ano e a greve nos deixa é de saber o quanto somos fortes, que podemos avançar sim, apenas precisamos ter lideranças que pensem com cabeça de servidor, de colega de trabalho.
Perdemos o espirito de luta, mesmo com todos os reveses, as perdas, a desvalorização que tivemos?
Não, pois um verdadeiro guerreiro apenas dá uma trégua para que novas estragégias sejam preparadas, pois essa é a força que temos e que continua latente naqueles que acreditam que essa é a forma de conquistar aquilo que queremos.
Por tudo isso lembremos sim 2015, e pensemos em mudanças para 2016.
Neusa Cassol - Camboriú
2015
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| Imagem do site inbloomconsulting.com |
Nosso s pleitos eram e continuam sendo mais que justos, lutamos com todas as forças possíveis e no final, restou a frustração, a pequena sensação de vitória aliada com a derrota. Sensação de vitória porque conseguimos reunir o maior número de servidores já visto até então; de derrota porque sentimos até o hoje os efeitos do “chicote “ do Tribunal de Justiça.
Lutamos por um PCS justo, por uma data base que não acontecia desde 2011, pela recomposição do auxílio alimentação, por nossas promoções, sem falar em outros pleitos da categoria que tem sempre o mesmo descaso.
Queríamos uma evolução da carreira funcional que proporcionasse a valorização dos servidores, afinal somos um dos primeiros colocados em produtividade no país e na época da greve éramos o quinto tribunal mais mal pago.
Não quero deixar de ser uma servidora produtiva porque a “greve” deu errado e saiu pela culatra. Meu trabalho continua sendo importante, meus princípios e valores continuam sendo os mesmos, mas este ano de 2015... ahhh, este ano de 2015... marcou a ferro muitos de nossos colegas e os efeitos de uma greve mal sucedida ainda estão sendo sentidos por muitos.
Os trechos a seguir são relatos de pessoas da equipe de trabalho que eu tenho orgulho de fazer parte:
"É triste ter a sensação de que escolhi a carreira errada... e é isso que eu sinto quando constato que não é no TJSC que a Justiça acontece... pelo menos não para alguns. Não é só triste, é angustiante e desanimador... porque assim como meus princípios me forçam a manter um serviço de qualidade, eles me exigem uma postura mais dura com relação a todos os desmandos que vivenciamos... mas deste 2015 tive uma lição: quem lutar por Justiça será punido pela justiça! (Danusa)
"Nos sentimos impotentes, sem esperança. Levamos uma rasteira daquele que deveria ser o nosso maior aliado, o Sindicato. A confiança foi quebrada. Estamos estarrecidos com tanta deslealdade." (Lucinara)
"O que restou da nossa greve foi um profundo sentimento de frustração, pela maneira como fomos tratados pelo Tribunal de Justiça e também pela postura do Sindicato que deveria nos representar, o qual muitas vezes deixou a impressão, pelo menos pra mim, de que estava defendendo mais os interessados do tribunal do que os dos servidores." (Junia)
"Podemos resumir o ano de 2015 como o ´ano do esquecimento dos servidores´, em que anos de crise servem de pano de fundo para não pagar nada aos trabalhadores, que movem esta máquina judiciária com ética e comprometimento ao trabalho, sendo um dos mais produtivos do país." (Daniela)
Então é natal... e o que você fez, o ano termina e começa outra vez. Imbuídos do espirito natalino que se aproxima, não vamos abaixar a cabeça, acima de tudo somos servidores. Não podemos parar de lutar por nossos direitos. Merecemos valorização, e por isso lutaremos “até o fim da vida”.
Daniela Balvedi Polli - Itajaí
2015: Sou servidor e não desisto nunca!
Pode parecer coisa da minha cabeça, mas eu sempre acredito que o ciclo se fecha no final do ano! Sempre desejo, do fundo do meu ser, que o ano que se inicia seja melhor! E também procuro fazer a minha parte para que seja!
Participei, por mais de uma década, da direção do SINJUSC!
Não lembro de ter perdido amigos ou deixado de me relacionar com colegas pela posição que tive enquanto direção. Sempre respeitei posição contrária!
Ouvi inúmeras vezes que a nossa direção batia de frente com o TJSC e que isso não levava a nada. Nem por isso mudei minha forma de agir e pensar, quando tinha convicção! Mudei de posição quando fui convencida!
Abraçamos o prédio do Fórum da capital, subimos na balança para nos fazer representar, fizemos passeatas, distribuímos abacaxi, comemos "arroz carreteiro" num meio prato junto com os aposentados, montamos barraca, fizemos acampamento em frente ao TJ, compusemos e desfizemos mesas de negociação, produzimos material para as mais diversas campanhas...
Vivenciei o tempo em que nos era facultado ampliar a carga horária, de seis para oito horas, em troca de vale-alimentação (em 1997, quem fez a opção recebeu R$ 200,00) e aceitamos aumento de vale-alimentação quando não havia recursos para ampliar salário. Conquistamos a reposição inflacionária em nosso salário em mais de 64% em 2006, garantimos a data-base naquele mesmo plano. Tudo fruto de muita luta!
Foram muitas greves, paralisações, desligar as máquinas, vigílias... Sempre firmes, mas respeitosas! Nossos objetivos sempre foram claros e compartilhados com toda a categoria!
Reconheço que não conseguimos atrair os novos! A alternância pode ser salutar, mas tem que ter responsabilidade. Como permitimos que assumisse a nossa direção uma Chapa que sequer conseguiu apresentar uma nominata completa para todos os cargos? Onde estão os representantes do Extremo Oeste? Do Sul? Do Norte?
Como já disse no grupo dos TSI's, nunca perdi tanto em tão pouco tempo. Quando digo perdi, não estou falando do meu umbigo apenas. Falo enquanto Trabalhadora do Judiciário. Me coloco no lugar dos aposentados também, que mais um ano vão terminar com menos dignidade, se é que alguém está preocupado com isso.
Eu não deixei de lutar. Mesmo alertando os colegas durante as eleições que a política do "cafezinho" não tem espaço dentro desse Poder, não fugi da luta. Reconheci a vitória dos nossos adversários e participei das assembleias, da greve, do movimento na minha comarca.
Que o sentir na pele a falta de liderança nos faça mais espertos nesse ano de 2016!
Eu não escolhi pagar prá ver...
Nedi Teresinha de Villa Moreira - São Miguel do Oeste
Participei, por mais de uma década, da direção do SINJUSC!
Não lembro de ter perdido amigos ou deixado de me relacionar com colegas pela posição que tive enquanto direção. Sempre respeitei posição contrária!
Ouvi inúmeras vezes que a nossa direção batia de frente com o TJSC e que isso não levava a nada. Nem por isso mudei minha forma de agir e pensar, quando tinha convicção! Mudei de posição quando fui convencida!
Abraçamos o prédio do Fórum da capital, subimos na balança para nos fazer representar, fizemos passeatas, distribuímos abacaxi, comemos "arroz carreteiro" num meio prato junto com os aposentados, montamos barraca, fizemos acampamento em frente ao TJ, compusemos e desfizemos mesas de negociação, produzimos material para as mais diversas campanhas...
Vivenciei o tempo em que nos era facultado ampliar a carga horária, de seis para oito horas, em troca de vale-alimentação (em 1997, quem fez a opção recebeu R$ 200,00) e aceitamos aumento de vale-alimentação quando não havia recursos para ampliar salário. Conquistamos a reposição inflacionária em nosso salário em mais de 64% em 2006, garantimos a data-base naquele mesmo plano. Tudo fruto de muita luta!
Foram muitas greves, paralisações, desligar as máquinas, vigílias... Sempre firmes, mas respeitosas! Nossos objetivos sempre foram claros e compartilhados com toda a categoria!
Reconheço que não conseguimos atrair os novos! A alternância pode ser salutar, mas tem que ter responsabilidade. Como permitimos que assumisse a nossa direção uma Chapa que sequer conseguiu apresentar uma nominata completa para todos os cargos? Onde estão os representantes do Extremo Oeste? Do Sul? Do Norte?
Como já disse no grupo dos TSI's, nunca perdi tanto em tão pouco tempo. Quando digo perdi, não estou falando do meu umbigo apenas. Falo enquanto Trabalhadora do Judiciário. Me coloco no lugar dos aposentados também, que mais um ano vão terminar com menos dignidade, se é que alguém está preocupado com isso.
Eu não deixei de lutar. Mesmo alertando os colegas durante as eleições que a política do "cafezinho" não tem espaço dentro desse Poder, não fugi da luta. Reconheci a vitória dos nossos adversários e participei das assembleias, da greve, do movimento na minha comarca.
Que o sentir na pele a falta de liderança nos faça mais espertos nesse ano de 2016!
Eu não escolhi pagar prá ver...
Nedi Teresinha de Villa Moreira - São Miguel do Oeste
APENAS UMA PEQUENA ANÁLISE DO QUE FOI O ANO DE 2015
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| Imagem do site micropigmentacaocapilarbr.com.br |
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É triste ver os trabalhadores de modo geral lutando, não por aumento de salários, mais sim para manterem o emprego, mesmo com a diminuição de seus vencimentos.
Mais triste ainda é ver dirigentes sindicais trocando as lutas, as Assembleias e as reuniões com as bases para tentarem acordos e entrando com ações para garantir os direitos dos trabalhadores.
Não sou contra essas reuniões e nem contra as ações judiciais, mais também sou a favor das lutas, dos enfrentamentos, pois a maioria das nossas conquistas foram através dessas lutas.
Não concordo quando vejo colegas falando que é melhor garantir o emprego e o salário que vem recebendo.
Esse discurso quem deve fazer são os patrões e não os empregado.
Para os Aposentados, de um modo geral, este ano foi bem pior.
Perdemos os Abonos de Natal.
O Presidente do Tribunal ficou o ano inteiro ameaçando cortar o Auxilio Alimentação dos Aposentados.
Não ganhamos o aumento de 16% que foi dado ao Auxilio Alimentação para os Servidores da Ativa.
O Presidente do Tribunal de Justiça editou uma Resolução acabando com o Auxilio Alimentação para Aposentados, a partir do mês de fevereiro.
O Auxilio Saúde, que era para substituir o Auxilio Alimentação para os Aposentados acabou sendo usado apenas para beneficiar os Juízes ou os Servidores que tenham plano de saúde que não seja o SC Saúde.
E agora, no apagar das luzes, acabaram também com o Auxilio Alimentação de todos os Aposentados.
E agora José?
Será que depois de tudo isso ainda vamos continuar só na base dos acordos e com ações judiciais? ou será que vamos partir para a luta?
O nosso Sindicato perdeu uma grande oportunidade de fazer valer nossos direitos por ocasião da greve, pois confesso que nunca tinha visto tantos colegas em uma Assembléia (mais de 2.000).
No entanto resolveram recuar e voltar a negociar com o Tribunal de Justiça. (essa decisão foi tomada em Assembléia)
O resultado, apesar de positivo, pois tivemos uma reposição de 10%, não valeu a pena porque houve os descontos dos dias parados e os Aposentados continuaram sendo ameaçados de perderem o Auxilio Alimentação (o que realmente aconteceu).
Tudo isso poderia ter sido negociado antes de terminar com a greve.
Para encerrar, quero transcrever a mensagem do mestre Chico Xavier:
"EMBORA NINGUÉM POSSA VOLTAR ATRAS E FAZER UM NOVO COMEÇO, QUALQUER UM PODE COMEÇAR AGORA E FAZER UM NOVO FIM."
Luiz Nascimento Carvalho (Luizinho) - Aposentado de Canoinhas
Aposentados convocam reunião na frente do TJ, sexta-feira (18/12) às 13 horas
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| Imagem do blog encontrodaexperiencia.blogspot |
COMUNICADO PARA TODOS OS APOSENTADOS.
Estamos CONVOCANDO todos os aposentados para uma reunião em frente ao Tribunal de Justiça, no dia 18 (Sexta feira), às 13:00 horas.
Quem estiver em condições, por favor, basta dizer CONFIRMO MINHA PRESENÇA.
Essa iniciativa é nossa e portanto cada um tem que custear com as despesas.
Conto com a presença de todos.
Um grande abraço
Natália Rosa
16/12/2015
2015
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| Imagem do site www.transformicebr.com.br |
Em primeiro lugar vivenciamos um período de greve em que perdemos a confiança na justiça e na própria instituição da greve em si, do seu significado e da sua capacidade de representar um meio pelo qual os trabalhadores lutam pelos seus direitos. Nos sentimos aviltados de tal forma que muitos colegas dificilmente entrariam novamente, principalmente aqueles que tiveram seus bolsos subtraídos, sem perspectiva de auxílio da justiça. Em uma leitura fria e calculista a greve de 2015 parece ter sido construída para que dificilmente ocorra outra futuramente.
A votação emblemática do PLCS 41/2015 mostrou mais uma vez como não podemos contar com a ALESC na defesa dos servidores, com exceção dos partidos que nasceram da luta sindical ou de parlamentares que são notadamente comprometidos com o servidor.
2015 me pareceu uma preparação do que nos aguarda em 2016. O cenário da crise afetará de tal forma a arrecadação que aqueles que tem a caneta na mão certamente a usarão ainda mais para que a crise não os atinja. Aliás, essa tem sido a tônica da política administrativa que é muito bem representada pela questão da URV que todos conhecem bem e pela morosidade no pagamento das promoções, bem como dos atrasados.
O ano de 2016 exigirá muito mais união da categoria, que é o que nos dará força para nos mantermos firmes em duas frentes distintas: da manutenção de direitos e da conquista de um plano de cargos que reflita verdadeiramente o anseio da categoria.
Rafael Gonzaga - TJSC Engenharia
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