O Abono de Natal está andando a passos lentos, mas ao menos está andando, e também é bom que não ande muito rápido por enquanto, afinal de contas, a Resolução 36/2015 ainda está valendo e os gastos com qualquer coisa que seja para o trabalhador pode ser suspensa por uma simples canetada. Qual o motivo de haver possibilidade de pagamento de abono se a situação é tão ruim como falam? Bem, é isto que vamos tentar explicar neste texto.
Primeiro é bom informar que no final da semana passada o processo 590419-2015.6 já teve, provavelmente, concluída a parte de repercussão financeira construída junto da DRH. O processo agora encontra-se no gabinete da presidência, mas antes precisa de alguma informação da Diretoria de Orçamento e Finanças dando conta da existência de verba para isto. Mas isto é questão técnica, e o que vale na verdade é a decisão política.
Como dissemos no penúltimo artigo há uma janela temporal deixada pela Resolução 36/2015 exatamente na última semana antes do recesso. Os demais órgãos do governo, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, conforme contato com o sindicato do MP e colegas do TCE, afirmaram a mesma coisa, os demais órgãos só pagarão se os outros pagarem, ou seja, parece não haver problema orçamentário no MP e no TCE. Da mesma forma parece que na ALESC não existe este problema e todos estão apenas aguardando o movimento se sincronizar.
Outro fator importante e que nunca deve ser deixado de lado é que o auxílio-alimentação é concedido atualmente, também, para a magistratura. E todos sabem muito bem que a magistratura não é de ficar abrindo mão sobre algum benefício, mesmo que pequeno para vencimentos tão grandes.
A ausência de informação sobre o abono de natal é bastante comum, todo ano era uma dúvida. Neste não será diferente. Ainda mais com a informação de que existe uma crise mundial e que ela está afetando negativamente as contas do governo. O problema das gratificações e abonos é exatamente este, ficarmos assim, passivamente aguardando um benefício que se vier será taxado de "concessão", se não vier foi porque "não havia condições", e com isto deixamos de lutar pelo que mais valia, o salário.
23/11/2015
IPREV: Aumenta o imposto de 11% para 14%
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| Imagem do site slmadv.com.br |
Observando o cenário o que vemos pra frente parece bastante ruim. A frase do Secretário da Fazenda do Estado replicada pelo comentarista político Moacir Pereira diz muito "Antônio Gavazzoni admitiu que este aumento não resolverá totalmente o rombo previdenciário...", ou seja, como não resolve totalmente o problema quer dizer que, logo ali adiante novos retrocessos acontecerão.
O governo alardeia que o chamado "déficit" do IPREV de R$ 900 milhões em 2006 passou para R$ 2,7 bilhões em 2014. Mas esquece de dizer que a partir de 2008 todos os novos contratados deixaram de contribuir para este sistema chamado Fundo Financeiro e passaram a contribuir para o Fundo Previdenciário, ou seja, o chamado rombo foi construído pelo próprio estado, ou seja, é uma dança de números, mesmo porque na notícia do portal ALESC é informado que o Fundo Previdenciário é superavitário em R$ 1 bilhão.
O SCPrev é um problema; o IPREV está sendo destruído para o trabalhador que ingressou antes de 2008, os problemas aumentarão daqui para diante pois a arrecadação da previdência (fundo financeiro) diminuirá mês a mês conforme se observa, até 2034. O governo apresentará um cenário de "caos" no regime previdenciário e a frase de Antônio Gavazzoni indica o rumo: com um problema não resolvido, num futuro breve, teremos novas reformas, mais profundas e contra o trabalhador.
Fontes:
ALESC
Moacir Pereira
22/11/2015
Faltam 4 semanas até o recesso e há uma janela aberta
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| Imagem do Castelo de Bragança by wikipedia |
Mas afinal de contas o que isto quer dizer? Na verdade pode dizer muito e nada ao mesmo tempo, mas a Resolução 36/2015 pode ter servido para cortar gastos e para o Tribunal de Justiça construir o discurso da austeridade. E com base neste discurso dizer que, após "cortar na carne" ter a possibilidade de conceder algum benefício após ter, durante 60 dias, feito um esforço hercúleo. Mas percebam que o esforço hercúleo pode ter sido feito tanto para magistrados como para servidores.
É importante lembrarmos que ainda há uma vaga de Desembargador para ser destinada, e também fazer toda a roda da magistratura girar até a contratação de novo magistrado para agir no primeiro grau. Existe o pedido de resíduo de URV pela magistratura que ainda tramita no Tribunal de Justiça e, segundo alguns, custaria algo em torno de bilhão de reais. O processo é antigo (quase uma década) e ainda não foi arquivado pelo TJ, ou seja, aguarda deliberação. E no bojo da discussão também há a nossa devida promoção, atrasada a pelo menos dois anos além da possibilidade do abono de natal.
A "janela" temporal construída pela Resolução 36/2015 pode servir para os servidores ou não. Ela está lá, pronta para ser usada por alguém. O silêncio do sindicato e a desorganização da categoria são importantes para alguém. A magistratura possui interesses e vai usar de sua força para fazer avançar alguns pleitos. O que faremos nós?
"XVII CONGRESSO ESTADUAL DE MAGISTRADOS"
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| Imagem do site www.amc.org.br |
Pouco divulgado pelo próprio Tribunal de Justiça, o XVII Congresso Estadual de Magistrados e o IV Congresso do Centro de Estudos Jurídicos de Santa Catarina acontecem num dos mais renomados Resorts de Santa Catarina à beira mar entre 3 e 6 de dezembro próximo. Quase 50% dos magistrados liberados para o evento, com direito a 3 diárias, com ajuda financeira para transporte, com todo o apoio do Tribunal de Justiça, inexigibilidade de licitação e tantas coisas mais que acontecem nestes eventos.
Primeiro é bom deixar claro que ter a liberdade de poder participar de um Congresso é sempre importante. Faz as pessoas poderem conviver, dialogar, trocar ideias, conversar e avançar nas discussões mais importantes e que necessitam verdadeiramente de debate. E não adianta dizer que a Assembleia da AMC é no sábado pois as atividades são em conjunto e acontecem durante o evento patrocinado em grande parte pelo Tribunal de Justiça.
A soma total de valores é difícil de agrupar, afinal, parte do dinheiro vem pela Academia Judicial que fez a contratação de toda a organização do evento, parte vem pelos cofres do Tribunal, com o pagamento de diárias e transporte tanto de magistrados como de palestrantes, parte deve vir da AMC (esta muito mais difícil de mapear pois é uma entidade particular). Engraçado que apenas após a conclusão do orçamento de todos os gastos é que surgiu a necessidade da resolução 36/2015.
Aos magistrados que participam dos Congressos desejamos um ótimo evento, que a "CONFIANÇA NO PODER JUDICIÁRIO" cresça a cada dia, que as "conquistas e desafios de uma justiça democrática e cidadã" avancem e que possamos juntos, cumprir com o nosso papel para a sociedade. Enquanto trabalhadores continuam a pagar pelas horas de 48 dias de greve, em seus finais de semana, feriados e manhãs, magistrados são liberados com suas diárias e ajuda de custo para o seu congresso anual.
19/11/2015
A batalha de ideias
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| Imagem do site ilustralu.blogspot.com.br |
Pensar diferente não é crime, pensar diferente não deve causar "raiva, medo, excitação, ou tensão nervosa", pensar diferente não traz "emoções negativas", não "libera hormônios prejudiciais ao corpo" e nem "prejudica a relação familiar". Pensar diferente é apenas o direito que eu e qualquer pessoa temos, e isto devemos defender com grande luta. O que não podemos fazer e admitir é a mentira descarada, o achincalhamento ou algum método fascista que tente impor a diminuição de pessoas ou instituições.
Neste sentido eu gostaria de trazer algumas recordações sobre o que ocorreu nos últimos anos. Adiante:Em 2011 a ATJ assinou nota conjunta com outras associações CONTRA a greve pelo PCS2 (quando o TJ emperrou o projeto por 90 dias na ASPLAN). Em 2012/2013 a ATJ adorava tirar fotos junto como Presidente do Tribunal de Justiça e criticar o sindicato. Lembram da foto do Laércio com o Presidente Cláudio Dutra? Sumiu da página da ATJ. Sempre diziam-se amigos de algum parente de algum amigo de um certo desembargador e com isto difundiam sua ampla capacidade de produzir bons resultados aos servidores; e onde estamos hoje? Às vésperas das eleições sindicais de 2013 festejaram a conquista do nível superior dos técnicos, que todos sabem não se concretizou.
Este blog é crítico mas também aceita as críticas. Na verdade é um dos poucos espaços onde se propõe o diálogo com e entre a categoria, de forma respeitosa e fraternal. O espaço que deixamos para que os colegas postem suas mensagem possui este objetivo, da mesma forma como fazíamos quando estávamos na direção do SINJUSC. Hoje não há espaço no site do nosso sindicato para que possamos fazer nossas considerações, elogios ou críticas; a ATJ também retirou esta possibilidade que havia no "mural" faz mais de um ano e parece não ter interesse em retornar com ele. Tornaram-se assim espaços que possuem apenas "bocas para falar", sem ter os devidos "ouvidos para escutar".
Afinal é importante reafirmar sempre que todas as notícias de qualquer site devem ser observadas com os "filtros" necessários. Caso algum colega tenha dúvidas sobre alguma de nossas postagens, sobre alguma de nossas notícias, por favor, fiquem à vontade e questionem e critiquem o blog pois não somos os donos da verdade. Não temos aqui o poder de passar a "verdade absoluta", mas apenas e tão somente a impressão daquilo que vemos, pensamos e ouvimos, com todos os nossos defeitos, todos os nosso preconceitos, toda a bagagem, traquejo e experiência que trazemos conosco, que para alguns pode ser insuportável mas infelizmente é necessária para que haja contraponto e para que tornemos o mundo um pouco mais inteligente.
Concluindo, não conheço os estudos de Ivan Petrovich Pavlov e acredito que deve existir alguma coisa mais moderna que um estudo de 1900 sobre "estados de inibição transmarginal" (desculpem a minha ignorância mas eu não faço a menor ideia do que isto significa). O blog continuará fazendo suas considerações e apresentando postagens que acredita ter relação com a categoria do judiciário, com o estado, com a nossa sociedade e com a democracia e adverte: "não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar." Bertold Brecht
Cláudio Del Prá Netto
18/11/2015
"Desconto até o fim da vida"
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Segundo o que está escrito nas fichas funcionais dos servidores grevistas: "Greve. O desconto será efetuado ate o limite de 10% dos vencimentos líquidos do servidor (descontados o imposto de renda e a contribuição previdenciária). Os dias que não forem descontados na folha atual,porque excedem o limite de 10%, serão acumulados para desconto nas folhas dos meses subsequentes."
Se eu calcular o valor que será descontado, acho aproximadamente R$ 10.396,80 (irá variar bastante de colega para colega). Ou seja, é isto que está me custando a greve.Para alguns vai sair mais caro, para outros mais barato, mas é importante observarmos que nós pagamos caro por isto. Se pensar que o ganho real foi de 1,83% e o desconto é de 10%, bem, daí eu sei o quanto não foi rentável ter feito essa greve.
Mas talvez seja um pouco de preocupação demais de minha parte, afinal, os processos jurídicos buscando o nosso "não desconto" estão andando, e também existe o projeto da anistia que anda a passos lentos na ALESC, sem nenhuma movimentação por parte da direção do SINJUSC. Saída política aparentemente não existe, pois falta diálogo. A única coisa que ficou sem desconto mesmo foram os diretores do SINJUSC, que afastados do serviço mantém os seus cargos comissionados e não precisam pagar horas.
17/11/2015
A última sessão do Pleno antes da eleição chegou
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| Imagem do site blog0news.blogspot.com.br |
Ainda há algum tempo até o encerramento do ano de 2015, mas do jeito que as coisas andam parece até bom que acabe logo para que coisas piores não aconteçam daqui até lá. Segundo se observa, apesar da DRH já ter entregue o relatório com os dados sobre o novo cálculo do NPCS na semana passada ao Relator, nenhuma informação foi revelada. Será que nossos dirigentes não foram conversar com o pessoal da DRH e com o relator do NPCS para saber o que foi escrito? Para dar uma olhadinha e ver para onde as coisas andarão?
Pelo andar da carruagem parece que as coisas não vão nada bem, mas talvez eu esteja enganado. O SINJUSC fica silencioso e parece esperar o tempo passar. Sem notícias e sem ações não se observa nada que possa parecer uma coisa boa. Mas a esperança é a última que morre e eu tenho fé que em breve teremos novas notícias e espero, sinceramente, que sejam boas.
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