25/12/2015

Do paradoxo à solução

 
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O ano de 2015 foi paradoxal. Em escala nacional, grandes homens e mulheres coadjuvantes, e intolerantes propagadores do retrocesso como protagonistas. Incautos pedindo a volta de ditadores e torturadores impunes. Incrivelmente, em pleno séc. XXI, alguns se auto intitulando melhores seres humanos que outros. Principalmente mulheres e homossexuais. Para nós, o paradoxo é comparativamente mais simples: a maior greve, com o menor ganho. Os melhores grevistas, com o pior sindicato. As maiores perdas salariais para trabalhadores, com os maiores ganhos, benefícios e indenizações para poucos.


  As inúmeras explicações desses paradoxos, podem ser explicados, em parte, pela reputação e pela propaganda. Ao sistematizar o método propagandista, Bernays criava, no início do século XX, nos EUA, um meio eficaz para manipular massas. Aprofundado por Goebbels, na Alemanha nazista, a manipulação alcançou níveis nunca antes vistos. E com os piores resultados para a humanidade. De lá pra cá, os métodos de ambos foram internalizados por grandes corporações e organizações, mesmo sob o frequente alerta de Chomsky com seu o discurso da mídia e o consenso fabricado. Assim, está-se diante do mal-entendido da [nossa] democracia, como afirmava Sérgio Buarque de Holanda. O crescente déficit democrático entre a opinião publicada, e a real opinião pública.

  As referências não são casuais, mas reflexivas no nosso pequeno espelho com que espiamos o mundo e, principalmente, a nossa realidade nas organizações públicas brasileiras. Pouquíssimos espaços de nosso cotidiano são democráticos. Quer seja no judiciário, ou mesmo em âmbito sindical. Não há espaço para críticas, tampouco transparência suficiente.

  Estranhamente, tudo se combina a portas fechadas. Inclusive um plano de cargos, que não é do sindicato, mas dos trabalhadores. Portanto, não nos enganemos, além do déficit democrático que nos retira a voz, somos objeto e partícipes (involuntários) do consenso fabricado. Uma vez mais, o paradoxo. Afinal, as organizações públicas, inclusive sindicais, devem ter como regra a publicidade e a transparência, não o sigiloso e o secreto.

  Lembremos, no entanto, que nós mesmos seguramos o espelho da realidade que vemos. Podemos apontá-lo para refletir o passado, o presente ou o futuro. Sejamos inteligentes aprendendo com nossos erros, mas também eficientes para fugir do reducionismo de apenas apontar erros. O nosso movimento e a nossa luta coletiva demonstrou que somos mais perspicazes. Apontemos nossa sagacidade e energia para o futuro, encontrando alternativas e, principalmente, soluções em 2016. Somente assim, de fato, todos ganharão em todos os níveis, inclusive a sociedade para quem servimos.

Guilherme Lima - TJSC

21/12/2015

2015

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          Sobre o ano de 2015 no judiciário catarinense o que podemos recordar de positivo, sem dúvidas, foi o fato de termos presenciado, em nossa Comarca de Pinhalzinho e na grande maioria das Comarcas, o maior movimento grevista já registrado neste Poder. Inobstante o pequeno ou quase nulo empenho da direção do SINJUSC em buscar soluções e mesmo permanecer ao lado dos servidores, vivenciamos uma grande celebração em busca de melhores condições de trabalho e reconhecimento de nosso valor enquanto trabalhador público.

          O retalhamento da administração, talvez pela grande adesão e por não termos conseguido ver realizada quase nenhuma reivindicação grevista, foi algo surreal.

          Um aspecto positivo sobre a aparição de alguns novos juízes, menos autoritários como em Pinhalzinho, que analisaram a situação do movimento sob a ótica do funcionalismo, contribuiu muito para que o movimento ganhasse força a cada dia, inclusive, no nosso caso, participando ativamente da greve e reiterando que não iriam partir dele ameaças e descontos. Infelizmente os descontos vieram de cima para baixo. Como geralmente acontece, houve por parte da administração uma demonstração clara do exercício do poder pela força.

          Podemos anotar como fato negativo neste ano também, ao meu ver, a perda de sensação de pertencimento a um sindicato, visto que o SINJUSC está sistematicamente se afastando das bases e deixando de acompanhar as demandas da categoria, tanto é que o arquivo que continha parte da história do SINJUSC foi removida de sua página na rede mundial de computadores, um fato lamentável que não possui justificativa plausível para ter acontecido, me parece obra feita apenas para espezinhar as diretorias anteriores que justamente faziam o que essa direção não faz, SINDICATO.

          Podemos também lembrar que o Tribunal têm procurado investir na formação de seus colaboradores, o que é apontado como um fato positivo, inclusive com concessão de bolsa integral. Ou seja, o tribunal oferece aos servidores o acesso total ao ensino superior e pós-graduação, cabendo então ao servidor apenas demonstrar o interesse e a busca pelo conhecimento, com chances não só de melhorias salariais mas principalmente, aperfeiçoamento pessoal. Há notícias de que serão oferecidos também cursos de mestrado e doutorado num futuro breve. É algo importante de ser lembrado e reconhecido por nós.

          Esperamos que em 2016 tenhamos mais presença sindical em nosso dia-a-dia, que as batalhas jurídicas do ente sindical com a administração deixem de apenas ser tema de e-mails constantes e repetitivos e tornem-se realidade em nossas vidas.

Jackson Marcos Ranzi - Comarca de Pinhalzinho

A Crise Brasileira de 2015 não é uma Cabeça de Bacalhau!!

       
  Meu colega Claudio solicitou-me um texto com uma análise pessoal sobre o ano de 2015.

          É uma análise complicada porque se tivesse como definir 2015 em uma só palavra para o Brasil, esta palavra seria Crise. Uma categoria dificílima de ser conceituada, tendo em conta a variedade de suas formas, mas que devido às circunstâncias tendenciosas que vem sendo noticiada, merece uma análise sob um ponto de vista, minimamente global.

          Nem o mais otimista dos brasileiros poderia negar que 2015 foi um ano de crise, pois este foi o argumento utilizado por cientistas, políticos, jornalistas, economistas e até mesmo por juristas para formulação de um cenário político econômico brasileiro, apto a balizar as estratégias administrativas de cada setor.

          O problema é a natureza desta crise que apresenta focos ora na política e ora, na economia do país.

          Com relação à política, o foco em 2015 foi a corrupção e a prevalência de interesses privados que contamina o Executivo e o Legislativo. Uma crise com testemunhos da mesma natureza desde o nascedouro da República Brasileira.

            Fundada por meio de um golpe militar, uma revolta contra a monarquia que havia abolido a escravidão e visava colocar uma mulher no Poder, a República Brasileira nasceu sob os auspícios da busca de “legitimidade” para governar. O mesmo cenário político de “busca de legitimidade” justificou o período “antidemocrático” ditatorial de 1964-1985. Em suma, a República Brasileira, desde sempre, foi dominada por corrupção. Trata-se de uma endemia, cujo combate tem se mostrado trabalhoso e infrutífero.

          A análise de crise dos dados econômicos brasileiros de 2015 também não apontou novos focos. Ela trouxe como carro chefe, a desvalorização da moeda brasileira que, desde sua implementação, apresenta um gráfico peculiar de desvalorização em relação ao dólar, com nítido agravamento a partir de 2012 e outros dados como inflação (9,3%), desemprego (7,9%) e queda no Produto Interno Bruto (-3,1%). (Fonte: The Economist, 05.12.2015)

          Como a crise aparenta ser generalizada e revestida de focos velhos conhecidos da República brasileira, a superação dela ainda é uma incógnita. Trata-se de um atoleiro, um lamaçal, no qual encontra-se enfiado toda a classe política e detentora do poder econômico, que traz por arrastão toda a população brasileira que, efetivamente, amarga o fel da baderna.

          Por outro lado, os problemas enfrentados pelo Brasil ainda são os mesmos problemas sociais desde sempre: a indiferença com a “res” “pública”, com educação pública e de qualidade para todos, com mídia e comunicação minimamente coerente, com um mínimo ético e social que deveria ser (ou ter sido) garantido pelo Estado. 

          Urge o respeito à Constituição e o reconhecimento de que os direitos nela positivados só existem se estiverem, na prática, sendo reconhecidos e garantidos. Neste contexto, vale lembrar que a égide da Constituição de 1988 não será plena enquanto o poder ainda estiver sendo exercido pelos mesmos governantes e pela mesma elite econômica da era ditatorial, do poder sem limites, do autoritarismo e da indiferença. Urge que o poder e a democracia estejam unidos e que a Constituição de 1988 seja realidade na prática e no dia a dia do brasileiro.

Pedro Walter Guimarães Tang Vidal - TJSC

2015

   
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      2015 foi um ano onde presenciamos a coragem de pessoas por detrás de uma tela, onde tudo se pôde falar, até as coisas mais racistas, machistas, preconceituosas e fascistas.
      Infelizmente alguns, encorajados pelo sentimento de que tudo pode, saíram às ruas, 
queimaram mendigos, lincharam pessoas e chegaram a pedir a volta do regime militar.

          Felizmente, muitos foram às ruas na defesa da democracia. As mulheres se organizaram e foram as ruas contra a investida do congresso em joga-las de volta para o século IX. E o que foi o movimento dos estudantes em São Paulo?, numa aula de organização, força e compromisso com a educação!!!

          E nós, trabalhadores do judiciário, também saímos às ruas, num movimento lindo, consciente, forte. Um movimento que tinha tudo para sair com as reivindicações emplacadas, mas percebemos que por mais forte que está a base, a sua entidade representativa tem que estar junto, e nós estávamos sós, sem a presença das lideranças que foram eleitas para estar à frente.

          A diretoria do sindicato, que só sabe falar através das redes, falou muito pouco, informou muito pouco e não mobilizou nada. E chegamos ao final do ano com o futuro presidente do TJ se dizendo contrário ao sonhado PCS, com alíquota maior do IPREV, sem abono, com corte do vale alimentação dos aposentados e pagando horas da greve, para não sofrer descontos no salário.

          Mas como não “ta morto quem peleia”, 2016 vai encontrar os trabalhadores do judiciário mais maduros, mais conscientes de que as conquistas não dependem da benevolência do patrão, ou de boas conversas entre amigos,  dependem da capacidade de organização e luta da categoria. 

          Seguimos em frente e que a virada do ano faça a sua obrigação: renove as energias e as esperanças, porque temos boas e justas batalhas para travar.

          Um ano com muito saúde, energia e força para todas e todos!

Soraia Joselita Depin - Porto Belo

20/12/2015

2015 acabou assim...., acabando...

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          A sensação que eu tive agora no último dia de trabalho foi esta, que o ano estava assim..., simplesmente se acabando por acabar. Não houve nenhum ato final, um "fechar de cortinas", uma nota do sindicato apontando o futuro. Foi meio que como o final da greve, onde sem rumo e sem ganhos e mesma passou a não ter sentido enquanto ganho, apenas enquanto movimento. 2015 não passou, parece mais que "foi passando".

          A minha análise do ano de 2015 é de um ano que começou atravessado com um chamamento para a greve e terminou com a categoria pagando horas por conta deste chamamento do Presidente Laércio. Em Fevereiro, na comarca de Lages ao "bater na mesa", tratar o Tribunal de Justiça como "aquela p* do Tribunal de Justiça" e convocar a categoria para uma greve e, em seguida ter abandonado a categoria sozinha na sua luta demonstrou bem onde casos mal pensados e planejados podem nos levar.

          Mas este ano também tivemos conquistas é bom lembrar. A principal ao meu ver foi a capacidade de união e a força de nossa categoria, que independente da direção mostrou que possui uma extraordinária vontade de lutar. E apesar de tudo que tivemos de contrário (tanto do TJ como da direção do SINJUSC) tivemos força para lutar, o ombro do amigo para chorar a angústia e a capacidade de perceber que do jeito que as coisas estão não podem continuar.

          A avaliação do ano de 2015 não é boa. Reflete na verdade a avaliação da própria gestão do SINJUSC. E a palavra que mais surge na minha cabeça é uma: "PERDAS". Perdemos muito. Perdemos o abono de natal. Perdemos a capacidade de interlocução. Perdemos a capacidade de luta. Perdemos horas e horas pagando a greve. Perdemos salário para aqueles que não conseguem pagar a greve com horas. Perdemos o auxílio-alimentação dos aposentados. Perdemos com o aumento da alíquota do IPREV em mais 3%. Perdemos um sindicato que era democrático e aceitava críticas. Perdemos a gratificação de diligência sobre férias e 13o para os Oficiais de Justiça. Perdemos o envolvimento com os demais movimentos sindicais e nos isolamos.

          A sensação infelizmente não é boa ao final deste ano, ao contrário, é uma sensação de tristeza, mas também é somada a esta uma sensação de esperança. Pois é exatamente nos momentos de maior tristeza e quando a dor parece sempre mais forte que a esperança vem como um alento de que o futuro pode sim ser melhor. Não quer dizer que ele seja mais fácil, pois vai exigir muito reconstruir tudo o que perdemos. Levará anos. Obras físicas são fáceis de serem construídas, mais fáceis ainda de serem destruídas, mas quando a destruição é na esfera política a demora pode ser muito maior na sua reconstrução.

          2016 está às nossas portas e pede passagem. Assim como 2015 não espero um ano de 2016 fácil. Ainda haverá muita "chuva e tormenta" até a sua conclusão em dezembro. Mas não pode deixar de haver esperança que as coisas melhorem, que as "sementes" comecem a rebrotar do chão. Um ditado me vem à mente e me lembra uma grande verdade: "não há mal que sempre dure e nem há bem que seja eterno". Te desejo um 2016 com muitas lutas e com muitas esperanças, afinal de contas "mudar é preciso". 

Cláudio Del Prá Netto - Tribunal de Justiça

19/12/2015

2015 Foi...

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          2015 passou, mas não em brancas nuvens. Na verdade foi uma "tormenta" para os servidores do judiciário Catarinense. 

          Começamos tão empolgados, participativos e certos que todas as nossas lutas saíram do papel e nossas conquistas seriam sem tamanho. Mas, sem tamanho foram os descontos sofridos depois de uma greve de mais de 40 dias; sem tamanho foram as retaliações que servidores sofreram e sem tamanho foram os abalos psicológicos ocasionamos por conta disso tudo em muitos de nós.

          Mesmo com tudo isto acontecendo ainda tivemos força o suficiente para aguentar o desconto, para ver passar os fins de semana trancados nos fóruns a fim de compensar horas e não ver tirado do salário o dinheiro que faria (ou fez) falta na mesa dos trabalhadores. 

          O ano foi passando, ficamos cansados, pois sem representação e perdendo direitos cada vez mais muitos desanimaram, outros simplesmente cansaram, cansaram, cansaram...

          Sabem, também estou cansada, também sofri consequências da greve que foi a maior da história do judiciário mas a mais desastrosa para os trabalhadores. Contudo não desisto, não desânimo e estou pronta para 2016. Estou pronta para a batalha que com certeza será grande, pois será um ano movimentado para o sindicalismo no judiciário catarinense, para a política nacional e para as nossas vidas em geral. E para isto precisamos relembrar de fatos, aqueles fatos que mexeram com nosso emocional, como o nosso bolso com a nossa autoestima como servidor. Fatos que tentaram apagar da nossa memória, retirando toda a história da internet, do site, dos comentários, dos debates. Fatos como aqueles acontecidos em assembleia geral, um “simples” corte de microfone com tempo cronometrado virou um cala boca geral durante estes dois últimos anos dentro do nosso sindicato e consequentemente da nossa categoria. 

          Apesar de todos estes acontecimentos de 2015 que nos atingiram de forma drástica, vejo também que muitos de nós tomaram consciência de que tomar cafezinho e tirar foto com os administradores do TJ não serve como modelo de representação de trabalhadores, pois o café foi muito amargo e a foto desbotou.

          Colegas, desejo para todos saúde para o próximo ano e que possamos refletir sobre 2015 com um olhar diferente, conscientes de que 2016 pode ser diferente e que isto depende muito de nós; diria que na verdade ultimamente SÓ depende de nós!

          Boas festas! Sempre na luta! 

Daniele Burigo Marques - Lages

18/12/2015

Feliz Natal, pra quem tem coragem!

          Não é o texto de encerramento do ano, mas é um texto pra desejar aos amigos e amigas, pelo último dia útil no judiciário, um Feliz Natal e um próspero 2016. Também não é um texto de análise daquilo que aconteceu, assim, ainda serão postados alguns textos meus e de colegas que fazem a análise de 2015. O importante agora é também agradecer.

          2015 está se encerrando efetivamente. O Tribunal de Justiça encerra suas atividades efetivas nesta data. Aparentemente nada acontecerá até às 19 horas de hoje que já não tenha acontecido até então. Não acredito num "abono de natal" sendo informado lá nas últimas horas do dia. Isto seria muito estranho e pouco usual.

          Mas gostaria também de agradecer rapidamente aos amigos que acompanharam a nossa jornada neste ano de 2015. Claro, ainda não se encerrou e ainda pode acontecer algumas coisas, mas gostaria principalmente de agradecer aos que se colocaram à disposição para a luta, e o texto quer falar um pouco disso, de luta!

          Lutamos para poder fecundar um óvulo. Lutamos depois para nascer dos ventres de nossas mães. Em seguida lutamos para respirar. Depois ainda lutamos para ter o amor e o carinho de nossos pais. Lutamos em seguida para poder aprender, a estudar. Lutamos também para conseguir um companheiro, uma companheira, uma aceitação. E a luta continua para conseguir um lugar no "mercado" de trabalho. Lutamos por reconhecimento profissional. Ao final da vida lutamos ainda para sobreviver. Ninguém se entrega fácil. Enfim, vida é sinônimo de luta! E para você, grande corajoso e corajosa, desejo isto em 2016. Desejo muitas lutas, muitas batalhas, pois ao lhe desejar isto eu lhe desejo uma vida. Uma vida próspera. 

          Obrigado por compartilhar conosco do blog um pouquinho da sua vida e acompanhar aquilo que temos tentado fazer e construir. Desculpem os erros, desculpem as falhas. Não era nosso objetivo. Mas principalmente obrigado por ajudar a construir um judiciário melhor e mais humano. Boas lutas para todos e para todas!