30/08/2015

O Auxílio-Saúde, a Unimed e o SCSaúde

Imagem do site www.bocamaldita.com
          A notícia publicada no site do SINJUSC foi muito interessante sobre a questão da ação do pagamento de Auxílio-Saúde também para quem possui o plano SCSaúde. Na notícia é informado que serão beneficiados 3.200 (três mil e duzentos) trabalhadores. Ou seja, o SCSaúde é o plano de maior abrangência em nossa categoria, então porque o SINJUSC só faz propaganda da UNIMED e não move uma palha para melhorar o SCSaúde?

          Inicialmente é bom lembrar que os maiores beneficiários do Auxílio-Saúde foram os magistrados, que fizeram o requerimento do pedido. Apenas um magistrado era usuário naquele momento do SCSaúde, todos os demais eram usuários da UNIMED (salvo engano). Estranhamente a Resolução (pois é na resolução e não na lei que foram excluídos os beneficiários do SCSaúde) foi construída para pagar apenas para os que detinham planos privados, em 99% dos casos, a UNIMED. Estranhamente pois o projeto de Resolução geralmente é feito pelas assessorias (funcionários comissionados) do Presidente ou do Diretor-Geral Administrativo, ou seja, pelos “nossos colegas”.

          O Tribunal de Justiça ao conceder o benefício do auxílio-saúde gerou a dúvida, qual o motivo de excluir apenas os trabalhadores mais pobres? Pois eles não podem pagar aquilo que a UNIMED cobra, apenas podem pagar o SCSaúde, que é um plano subsidiado pelo próprio governo. Ou seja, qual o motivo faz um “colega” de trabalho fazer uma proposta de Resolução excluindo exatamente quem ganha menos? Ordem de algum superior ou simplesmente submissão para demonstrar que, tirando dos mais pobres ele poderia ser convidado para participar como aspirante das festas na “casa-grande”?

          O Tribunal continua assim pois é importante fazer com que alguns funcionários, que ganham muito, pensem que possam um dia serem confundidos com “suas excelências”.  Para tanto agem com desdém para com os demais funcionários esquecendo-se de quem são. A direção do SINJUSC, bem, esta já entrou com UNIMED até a alma sem se preocupar um segundo em melhorar o SCSaúde. Está na hora de começarmos a cuidar melhor da saúde do nosso sindicato.

28/08/2015

Não é mais tempo de “protestos, greves e badernas descabidas”

Foto Josemar Sehnem - Do site do SINJUSC
          Primeiramente, parabéns para todos nós que construímos o SINJUSC. É sempre bom comemorar o aniversário de uma entidade tão importante para todos nós trabalhadores do judiciário catarinense. Ela é apenas o que todos nós conseguimos fazer o que ela fosse. Ela não é só um momento, ela é a história, ela não é só uma foto num dado segundo, ela é um filme que se desenrola e que ainda não acabou. Hoje, alguns querem um SINJUSC calado, apático pois talvez deste jeito eles consigam ser um aspirante de inquilino da casa-grande como diz Mino Carta, mas num tempo que grita e urge por mudanças é necessário que o sindicato volte às suas raízes e reafirme: Lutamos pelos Trabalhadores!

          O texto publicado hoje pela direção do sindicato explicita muito claramente os objetivos e as intenções de quem está à frente de nossa entidade. Para eles, ela não serve mais (e nunca serviu) para fazer protestos, ela não serve mais para reclamar, ela não serve mais para fazer greve, o que é tratado por quem nos lidera hoje como uma “baderna descabida”. Acenando de forma vazia com o processo de “negociação” falam ao vento pois não conseguiram negociar nada, ou se negociaram, não foi em favor da categoria. Pagamos horas e horas de uma greve convocada pelo Presidente do Sindicato em Lages, mas sem tê-lo em nossas fileiras aqui na Capital. Saímos da maior greve de nossa categoria sem garantia alguma, e como bem colocou um amigo, “éramos um gigante com um corpo forte e musculoso, mas com uma cabeça muito pequena”.

          Mas o SINJUSC é mais que a sua direção, o SINJUSC são todos os trabalhadores, são todos os que diariamente constroem o judiciário. Um judiciário que precisa mudar, mas não para isto que eles querem, precisa mudar para se tornar mais humano, precisa mudar para se tornar mais respeitoso e respeitável, precisa mudar para que cessem as desigualdades, precisa mudar para mudar a própria sociedade. Ao aceitar, silencioso, calado, passivo as coisas como estão em nada mudaremos o mundo para melhor, será apenas um mundo menos humano, menos igual, menos respeitável, menos social. As mudanças precisam acontecer e dependem de nós, com cabeças erguidas, protestando e dizendo: SIM, É PRECISO AGIR! SIM, É PRECISO MUDAR!

          Parabéns SINJUSC!

27/08/2015

Agenda completou um mês e nada...

 
Imagem do site mundofis.blogspot.com
        A agenda do SINJUSC no Tribunal de Justiça completou um mês. Em 28 de julho os dirigentes do sindicato encontraram-se com  juízes assessores da presidência e diretores do Tribunal de Justiça para discutir a implementação do auxílio-saúde (na folha de agosto que não veio), promoções, entre outros assuntos.


          A notícia oficial do SINJUSC você pode acessar clicando aqui.

          Nela você repara que o auxílio-saúde para quem possui o SCSAÚDE deveria ter entrado na folha de pagamento do mês de agosto, o que não ocorreu. Até onde se tem notícia a discussão agora está na Direção-Geral Administrativa para ver como é que faz para pagar isto, se tem dinheiro, essas coisas todas que para nós, simples mortais, é absolutamente necessário, ao invés de um "pague logo de uma vez", pois estão devendo salário aos trabalhadores e não aos juízes.

          As promoções viraram uma fábula aqui no judiciário catarinense. Coisa da carochinha. O que é lei e que deveria anualmente ser implementado para os trabalhadores, já que existe um Plano de Cargos e Salários (até pelo que é direito o SINJUSC já não luta mais), o Tribunal não reconhece, imaginem o NPCS.

          A estratégia de colocar notícia nova pra esconder as demandas antigas de nossa categoria não cola mais. Claro que os Jogos são importantes, mas bem lembra um colega lá no facebook, "não há clima para isto". Notícia importante é ver avançar alguma demanda, coisa que tá longe de acontecer neste Tribunal de Justiça.

E o teto virou piso

 
Imagem do site andradetalis.wordpress.com
        O título do artigo até poderia ser uma estrofe de um poema, mas não é. Trata-se do artigo encontrado no site do Consultor Jurídico que diz exatamente o quanto a magistratura e os promotores de justiça estão ganhando verdadeiramente ao arrepio da lei como gostam tanto de dizer. Ou seja, o teto salarial hoje é simplesmente um número que pode ser extrapolado sem qualquer problema pois há várias verbas indenizatórias que permitem que o teto vire piso.


          Os argumentos do autor são basicamente aqueles que todos nós já conhecemos. O subsídio dos magistrados foi feito para que os mesmos não ficassem à mercê de, ao final da carreira, perderem seus abonos, suas gratificações, suas "verbas indenizatórias". Para tanto aumentaram consideravelmente (sempre com sobra para mais) o salário da magistratura e hoje, por conta da necessidade da violação deste teto, recriam estes antigos penduricalhos.

          O texto é muito bom e aconselho a leitura. Há dados trazidos de poucos meses e faz com que todos nós possamos perceber o quanto ganha verdadeiramente um juiz. Para acessar a informação original clique aqui.

Ache o bonequinho com a camiseta da greve...

          Sabe aquela brincadeira onde nós tínhamos que achar alguma coisa numa página bem colorida e cheia de imagens? Pois é, durante a greve que aconteceu neste ano, aqui em Florianópolis, nós ficávamos procurando nos dirigentes do SINJUSC algum que estivesse usando, primeiro, uma camiseta, o que já era algo bem difícil, geralmente era terno e gravata pra lá e pra cá, segundo, achar uma camiseta com a palavra "GREVE" era tipo aquelas "figurinhas premiadas" lembra, onde a gente só ficava torcendo pra achar.

          Pode parecer pouca coisa, e muita gente vai dizer que é, mas nas mobilizações da categoria é sempre importante demonstrar para a sociedade e para a própria categoria o que é que estamos fazendo, pelo que é que estamos lutando. Primeiro foi aquela dificuldade em conseguir material, muitos sabem o quanto foi negado pelo sindicato a produção de material para a greve. Mas dirigente sindical, presidente da entidade, não deixar de usar a principal logomarca da mobilização. Aquela que informa realmente o que estávamos fazendo.

          A camiseta do "NPCS: Eu apoio!" não chega nem a ser uma luta. Parece que é algo que está lá longe, e nós de cá, do outro lado, apenas "apoiando", como se fosse algo externo à categoria. Fica a dica e eu procurei nos arquivos de imagem disponibilizados pelo SINJUSC na página. Lá procurando bem procuradinho talvez você ache um dirigente com a camiseta. Ganha um chiclete na próxima assembleia o colega que encontrar o dirigente. Forte abraço.

(Todas as imagens do site do SINJUSC)

                



         


26/08/2015

TJ quer "exitar" ou "hesitar" o plano?

          Claro que a reunião na tarde de hoje não foi feita por escrito, foi uma conversa realizada entre os dirigentes do SINJUSC e o desembargador relator do NPCS no Conselho de Gestão. Estava também na reunião, conforme apontado na notícia do SINJUSC o Doutor Sílvio Franco que fez, juntamente com o Desembargador, a seguinte afirmação: "exitar o plano é seu objetivo". A pergunta que fica é: Os dirigentes do TJ falaram a palavra "exitar" o plano, ou falaram "hesitar" o plano?

          Se o desembargador usou a expressão "exitar o plano é seu objetivo", então podemos ficar tranquilos sobre aquilo que acontecerá, pois exitar é alcançar exito, ou seja, será alcançado. Agora se o desembargador usou a expressão "hesitar o plano é seu objetivo", bem, daí temos um grande problema, pois significa que o objetivo é ficar em dúvida, ficar irresoluto, ou seja, não ter destinação alguma.

          Algumas vezes, assim observando, o Tribunal sequer chega a mentir sobre aquilo que realmente quer fazer. A palavra é tão bem colocada que foneticamente pode ser entendido da forma como o "cliente" deseja. Faltando três meses para a eleição do novo Presidente do Tribunal de Justiça afirmarem que "os trabalhos estão condicionados a esta gestão", quer dizer que se o negócio for para lá de dezembro também dirão que não poderá avançar mais.

          Assim, meus amigos, olhando e percebendo já de longa data a forma como o Tribunal de Justiça atua eu fico com as "barbas de molho" para que não peguem fogo diante de tanta ligeireza no fazer, no falar e no escrever de quem tá na frente encaminhando este processo. Forte abraço e boa noite para todos.

Como assim implementar um NPCS sem ganho imediato?

 
Imagem do site www.sinjusc.org.br
        Engraçado a discussão sobre a implementação de um Novo Plano de Cargos e Salários sem ganho real imediato. Pois se a implementação do Plano não gera ganho, então a tabela salarial vai continuar a mesma, e assim, é apenas uma discussão de ganho real em momento futuro e olhe lá. O plano deve ser implementado, mas o que o Tribunal de Justiça quer, com ele, é implementar mais descaradamente o seu processo de terceirização.


          Aprovar o NPCS com o aval do Tribunal de Justiça (a todo custo), terá uma conta alta ao meu ver. Os trabalhadores serão compelidos a aceitar uma proposta sem ganho nenhum de forma imediata ou parcelada a perder de vista, e com todo o saco de maldades construído em conjunto com o sindicato, ou alguém não lembra de qual lado da mesa o autor do NPCS estava durante toda a sua carreira profissional?

          Métricas para implementar um plano com alto custo são importantes, mas o mais importante é brecar esta divisão por grupos ocupacionais como Jurídico, Saúde, Informática, etc. Alguém reparou que esta divisão não é nada senão o processo de terceirização que se aproxima?  Ninguém notou que tal divisão não serve para nada que não criar estamentos em nossa categoria?  Não se aperceberam que não há alteração alguma salarialmente quanto a este ponto?

          O NPCS deve ser implementado, mas devemos por nossas barbas de molho perante o que será apresentado hoje neste cronograma, e principalmente, se haverá, por parte da direção do nosso sindicato, a capacidade de fazer o debate técnico adequado.