19/08/2015

Retroativo para a magistratura

Imagem do site mazelasdojudiciario.blogspot.com.br
          Publico aqui um comentário postado por um colega na notícia anterior. Eu não sei se não houve repercussão financeira (acredito que tenha havido, e confirmando a existência de dinheiro), ou seja, na verdade dinheiro, dinheiro de verdade existe, mas não para pagar os servidores. Fica também a dica do pessoal conferir uma das últimas resoluções da DOF, aquela que mostra a ida de mais de R$ 9 milhões para atrasados. Agora quem ficou com dúvida para onde iria o dinheiro, acho que ficou mais fácil de achar o seu destino. Segue a postagem do colega, infelizmente não pude participar do Tribunal Pleno, mas acho que a notícia procede.

          "No Pleno de hoje (19/08) foi aprovado o pagamento RETROATIVO para os magistrados que estão acumulando funções (atuando em mais de uma Vara), com o limite de até 33% do subsídio. RETROATIVO! Alguns sortudos devem receber mais de 500 MIL!
          Isto tudo sem previsão orçamentária, nem estudos de impacto financeiro. Deve rodar até em folha suplementar com urgência, antes que gastem com as promoções dos servidores...
          Enquanto isso, nosso ganho REAL ou IMAGINÁRIO de 1,83% nem retroativo é!!!!!
          Imaginem para onde vai a grana das nossas promoções, do nosso finado PCS... Tudo já tem destino certo e garantido. E você, vai ficar aí sentado esperando uma atitude do SINJUSC?"

18/08/2015

Ainda não ganhei o "auxílio-saúde"

 
Imagem do site sindmetalsjc.org.br
        O "auxílio-saúde", que faria uma boa diferença para quem trabalha com o SCSAÚDE, ainda não entrou na nossa conta. Apesar da informação do SINJUSC dando conta que tínhamos ganho o direito de receber, da mesma forma como ganham os trabalhadores que optam por plano privado, até a presente folha este pagamento não foi efetuado.


          Lembro das promessas, principalmente a de ter um auxílio-saúde nos mesmos valores do auxílio-alimentação. Que coisa. Foi uma briga tremenda para esta diretoria do SINJUSC conseguir fazer existir o aumento no auxílio-alimentação, e o ganho real sobre o dito benefício sequer foi cogitado apesar de ser uma das verbas mais fáceis de serem redistribuídas.

          Desta forma eu já me contento apenas em receber o "auxílio-saúde" do jeito que está. Nem precisa vir nos mesmos moldes do auxílio-alimentação e quiçá com ganho real. Do jeito que vai eu fico feliz, se no final do próximo ano nós tivermos direito a alguma coisa ainda. Força para todos nós e muita paciência.

17/08/2015

"Um passarinho me ensinou pensa mais no teu amor..."

Imagem do site infantildoelias.blogspot.com.br
          Poderia começar dizendo que "um passarinho me contou", mas é a rádio corredor à todo o vapor no judiciário. A notícia mais quente que pula que nem pipoca é que está para ser distribuído entre os magistrados uma verdade de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para cada um. Oriunda de quê e por qual motivo ninguém sabe ou ousou falar, mas como disse, é a rádio corredor. Sugiro ficar observando o Portal da Transparência para ver se a notícia confere.

          O orçamento do Tribunal de Justiça é sempre um problema para os trabalhadores, não é para a magistratura. Dei uma olhada nas Resoluções da DOF e não vi efetivamente nenhuma manobra mudando dinheiro de um lado pro outro, como geralmente acontece nestes períodos quando é dito que vai ser pago algo para a magistratura.

          Agora o mais importante é acompanhar o andamento do Projeto que o STF irá encaminhar para o Congresso a fim de pleitear o seu aumento de subsídio a partir de janeiro de 2016. 16,38% de aumento é um bom número para qualquer um hoje em dia, ainda mais para altos salários como o da magistratura. E como diz a música "um passarinho me ensinou pensa mais no teu amor que o resto sai na gasolina".

16/08/2015

A língua não tem osso: 2

 
Imagem do site humorpolitico.com.br
        Eu realmente não entendo essa diretoria do SINJUSC. Com todo o respeito, mas é difícil de conseguir achar uma lógica, que não buscando uma palavra deselegante para afirmar o que são estes rapazes na frente da entidade. Afirmo isto pois antes dos mesmos serem eleitos consideravam um absurdo o sindicato investir tempo em entidades como Federação, Confederação, Central Sindical. Para eles o SINJUSC deveria apenas olhar o umbigo de seus filiados. Fizeram uma auditoria (furada, com todo o respeito), e decidiram dizer que não somos mais filiados à Central Sindical e à Federação. Na última semana pregaram a unidade dos sindicatos do judiciário do sul do Brasil e no duodécimo falam da união dos sindicatos públicos de Santa Catarina.


          Inicialmente para ficar "menos feio" para todos os trabalhadores do judiciário catarinense perante os demais membros da nossa categoria a nível nacional o SINJUSC deveria pedir desculpas para nós trabalhadores, dizer que foi um engano a desfiliação do SINJUSC da FENAJUD e da CTB. Depois pagar as mensalidades devidas e pedir desculpas para a própria FENAJUD e CTB. Diante da "regularização" do SINJUSC, daí sim, seus diretores poderiam ir visitar e conversar tanto com os colegas do Judiciário paranaense e gaúcho além dos sindicatos públicos de Santa Catarina.

          Mas agora eu sei que vou "pedir demais", mas não há que se deixar passar a oportunidade. A direção do SINJUSC também poderia olhar menos para o seu umbigo e perceber o quanto o movimento social, sindical e de classe são importantes para os trabalhadores, isto é, para todos nós. Sei que vai ser taxado de blasfêmia tudo o que falo, mas não há que existir esse afastamento das entidades reconhecidas nacionalmente e ficar fazendo de conta que se é democrata. A cada dia me convenço mais, a "língua não tem osso".

Crônicas de uma greve: "Preocupado com a produção?"

Imagem do site luizberto.com.br
           A greve dos trabalhadores do judiciário terminou, mas algumas coisas ainda teimam em permanecer. Lembro do caso de um colega que ocupava uma função de confiança, uma FG-3, num determinado Fórum e o magistrado durante o processo de greve decidiu por retirá-lo do cargo, era da área de informática. Além do fato autoritário o que se demonstrou ao final é que não importa o trabalho em si, mas o domínio que se tem sobre o trabalhador (ou que acha que tem), pois a função em questão não é mais ocupada por ninguém e se os trabalhadores precisarem do apoio de um TSI deverão chamar diretamente na central.

         O caso é incomum. Afinal de contas surgem coisas interessantes nesta ação do magistrado. Primeiro, ele demonstra ou que a função era absolutamente desnecessária e que todos ali conseguem tocar o serviço sem o auxílio de um TSI (ou seja a função era apenas para dominar mais um trabalhador), ou então o mesmo deixou o serviço de TSI ficar "capenga" dentro do fórum a fim de não conceder a ninguém a gratificação. Ou seja, ou o serviço era desnecessário ou atualmente o fórum vive uma situação complicada.

          A preocupação do magistrado afinal de contas é com o quê? Com a produção que está igual e não necessita de um TSI ou com a economia que o estado terá com a extinção de uma função gratificada? Atos tomados com a bílis jorrando no estômago servem apenas para desopilar o fígado; ações mais inteligentes são tomadas com a cabeça e buscam a melhoria de todo o processo.

15/08/2015

Confirmado no STF o aumento para a magistratura

Imagem do site plantaoapodi.blogspot.com.br
          A notícia já havia sido trazida pelo Valor, republicado aqui com considerações do Fernando Brito em 07 de agosto. Confirmada em sessão administrativa do STF de 12 de agosto o salário dos Ministros do Supremo terão um aumento de 16,38%, ou seja, o teto do funcionalismo vai passar para R$ 39.200,00 a partir de janeiro de 2016. O efeito cascata trará para dentro do orçamento do Tribunal de Justiça este gasto.

          Se alguém tinha dúvidas sobre para onde caminha o nosso Plano de Cargos e Salários tai uma boa dica. O NPCS que deveria ter um grupo de trabalho paritário, a fim de ir buscando dados técnicos já a partir da semana passada (não vi uma notícia disso no site do SINJUSC), até o presente momento não aconteceu, ou ao menos não foi noticiado nem pelo sindicato e nem pela administração do Tribunal.

          O aumento para a magistratura (maior que a inflação, ou seja, vai ter ganho real) trará um rombo milionário para os cofres do judiciário. Gostaria de ver uma sessão do Tribunal Pleno, com alguns Desembargadores falando que isto é impossível, que não deve ter aumento para a magistratura, que tem uma crise mundial batendo as nossas portas, que a China desvalorizou sua moeda, que a Grécia tá dando um calote na Alemanha, e todas aquelas coisas que os nobres Desembargadores são especialistas. Acho que a Mírian Leitão tá com medo de perder seu espaço pra algum Desembargador como comentarista econômica.

Crônicas de uma greve: "Vou-me embora..."

 
Imagem do blog wagnermarins.blogspot.com.br
        A greve ainda não acabou, ao menos, seus efeitos são percebidos até a data de hoje. Dia desses uma colega me disse: "Cláudio, alguns servidores estão pedindo exoneração pois não estão aguentando a perseguição que ocorre dentro do Fórum. Mesmo sem perspectiva de novo emprego ou trabalho eles desistiram, pediram as contas mas não querem mais trabalhar no judiciário." Esse é o retrato de um judiciário falido, não financeiramente, mas moralmente.


          O Tribunal de Justiça poderia publicar um relatório das avaliações de desempenhos realizada no semestre anterior (antes da greve) e a que foi feita no último período (depois da greve). Será que haveria alguma alteração que indicasse que os trabalhadores estão sendo piores avaliados após o período de greve? Colegas já informaram que sim, que nunca tiveram uma nota baixa mas que após a greve, mesmo sem alterar a forma de trabalho, suas avaliações foram abaixo do necessário para promoção.

          Nas comarcas onde a greve foi mais dura com os trabalhadores, ou melhor falando, onde os magistrados foram mais truculentos no trato com os funcionários, é de onde devemos concentrar nossa atenção e o Tribunal de Justiça também pois é ele o responsável por orientar seus magistrados no trato com os trabalhadores (como se eles não fossem também trabalhadores). A magistratura (não toda é verdade), precisa aprender que sua função é julgar nos autos, no serviço diário o trabalho é para ser desenvolvido enquanto "equipe". 

          Enquanto isto trabalhadores que não aguentam mais a pressão vão pedindo as contas, vão deixando o judiciário, começam a procurar fora, mesmo sem uma certeza de trabalho, um espaço melhor para viver, para conviver, para trabalhar, pois nem tudo é dinheiro neste mundo. As vezes a dignidade, o respeito próprio e a auto-estima valem mais do que 1,83% de aumento.