18/05/2015

Que eu tenha pés para que meus inimigos não me alcancem

         Em tempos de luta é bom uma música de guerreiro. E no Brasil um dos "Santos" mais fortes, corajosos e respeitados é ele, Jorge! Que essa semana comece com a energia e a força de Jorge! Ogunhê meu pai!


15/05/2015

Ganho real está garantido

         Os colegas se superam nestes momento de greve. Não é só a garra, a energia, a vontade de conquistar novos ganhos. É mais que isto. É a criatividade e a capacidade de rir da própria desgraça. O pessoal de Seara já havia se superado, mas a colocação do colega Alex Alexander foi sensacional. Abraço e bom final de semana, pois hoje é sexta.

O Negociador

 
Imagem do Jornal de Santa Catarina - ClickRBS
        Nesta última semana o SINJUSC contratou duas novas assessorias jurídicas. Uma para atuar em Brasília em questões do Supremo Tribunal Federal com a banca de advogados do escritório Rudi Cassel Advogados, que também assessora Federações e Sindicatos. O outro advogado contratado é o Senhor Antônio Carlos Marchiori, que atua em Blumenau e que além de professor é Assessor do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Blumenau. A contratação de duas bancas neste momento demonstra a quantas anda o jurídico do sindicato nos últimos tempos. A escolha da atual forma de gerir o jurídico do sindicato, inadequada aparentemente, fez surgir a necessidade de gastarmos mais com outras duas novas bancas de advogados.


         O Sr. Antônio Carlos Marchiori, advogado contratado para ser mais que um jurista, mas um "negociador" com o Tribunal de Justiça pela experiência que possui assessorando o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Blumenau possui o seguinte currículum:

          Possui graduação em Direito pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (1987) e mestrado em Ciência Jurídica pela Universidade do Vale do Itajaí (2002). Atualmente é professor titular da Fundação Universidade Regional de Blumenau, conselheiro do Conselho Universitário da Fundação Universidade Regional de Blumenau, assessor jurídico do Sindicato Único dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Blumenau e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da Fundação Universidade Regional de Blumenau. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Constitucional.

          Os dados podem ser acessados pelo link clicando aqui.

          É importante numa greve e como sindicalista ter conhecimento e know-how em negociação. Chamar um terceiro para ajudar é importante, mas o mais importante é que o próprio sindicato tenha esta habilidade e o respeito do Tribunal. O SINJUSC já teve auxílio do DIEESE nos processos negociais com os colegas Daniel Passos e José Álvaro, que foram importantíssimos para nós. Respeitando profundamente o Dr. Antônio Carlos Marchiori, por sua história e conhecimento, não podemos alocar nele toda a nossa esperança ou responsabilidade no processo negocial. Ele é mais um para ajudar no processo e esperamos, sinceramente, que consiga algo a mais do que o já proposto pelo TJ. O problema, ao meu ver, foi o 1,9% já apresentado como pauta na semana passada. Mas isto é passado. Sorte ao "nosso" Negociador.

A necessidade de amarrar as coisas

Imagem do emgospel.com.br
         Em um processo de negociação é sempre importante amarrar as coisas. Não dá para deixar as coisas assim, ao "Deus dará" e achar que o tempo irá resolver tudo, pois o mais importante em todo este processo de greve é o tempo. O tempo em que estamos em greve, o tempo em que as coisas se resolverão, o tempo que será descontado o nosso salário. Assim, ao ter sido realizada a reunião ontem e ao ter entregue hoje o ofício protocolado junto da Presidência haveria a necessidade de amarrar o "tempo" do retorno, da resposta da reunião e do ofício.

         Da mesma forma como na semana passada foi protocolado um documento que foi posteriormente reescrito e, aparentemente, não de acordo com o acordado (desculpem a redundância), o documento protocolado hoje e discutido ontem não teve amarração com a administração do Tribunal de Justiça. O processo de espera mais importante não é dos trabalhadores, mas da sociedade e de quem é prejudicado com a greve, ou seja, advogados, a sociedade e a própria administração do TJ.

         Uma greve não é algo que deva ser tratado de forma displicente, tanto por parte do Tribunal de Justiça como por parte do nosso Sindicato. As pessoas aguardam respostas e querem saber como andam as discussões. O casual: "me ligue se tiver uma resposta" é algo inconcebível neste processo. É necessário mais amarração no processo de negociação, com data e horário a ser cumprido para que tenha efetividade a contenda. Afinal, greve não é algo protocolar tipo "a gente se vê por aí".

14/05/2015

"Entrar em greve é fácil, sair dela é que é difícil"

 
Quadrinho do jornal Hora de Santa Catarina - 14-05-2015 - Beck
         Este quadrinho do Beck eu achei fantástico. Foi apresentado pelo amigo João na tarde de hoje quando estávamos na frente do Tribunal de Justiça aguardando o tempo passar. Diz muito. E como ainda estamos neste compasso de espera eu fiquei intrigado pensando nas coisas que acontecem e que, de uma hora para a outra já não são mais verdades.


          Uma vez que o que é dito num minuto já não vale mais nada no outro, durante estes últimos dias, a gente não têm muito o que falar, e vai apenas esperando que as coisas se resolvam com o passar do tempo e com as reuniões que acontecem.

          Ao sair da reunião, lá pelas 19 horas hoje, os diretores do sindicato disseram que ela pareceu boa, e que haviam avançado em alguns aspectos. Mais que isto não poderiam comentar. Informaram também que assembleia somente após as definições destas negociações. Que agora era conversar, preparar para a audiência pública e que a decisão somente ocorrerá após assembleia geral.

         Ficamos assim, como dizia um amigo meu, uma colher de melancia e um copo d'agua de meia e meia hora. É o que cabe.

Em compasso de espera

  
     É isto. Não há muito o que publicar. A quarta-feira foi um dia em compasso de espera. A reunião na OAB-SC não aconteceu pois o Presidente do TJ encaminhou na noite de terça a sua proposta para a categoria, com um pequeno percentual de ganho real além da inflação, os 16% sobre o auxílio-alimentação e as faltas compensáveis conforme resolução que já regulamenta isto. A tarde o Comando de Greve se reuniu e ficou discutindo o que fazer perante a proposta do TJ.

         Durante a tarde os trabalhadores da Prefeitura de Florianópolis decidiram também por entrar em greve, e fizeram uma grande passeata por Florianópolis. Com um público praticamente igual ao nosso na última assembleia (talvez até um pouco menos), os trabalhadores decidiram fazer uma passeata pelas principais ruas da cidade e demonstrar para a população que já estavam em greve. Mesmo decidindo naquela data pela greve já havia cartazes, adesivos, bandeiras e todo o tipo de material para que os colegas pudessem desenvolver a atividade paredista sem ter que esperar um minuto.

         Ao final da tarde o Deputado Dirceu Dresch foi até o Tribunal de Justiça para entregar o convite para a Audiência Pública que acontecerá na próxima semana na Assembleia Legislativa. O Presidente do Tribunal de Justiça não recebeu o Deputado mas indicou o Desembargador (ex-Deputado) João Henrique Blasi para receber o referido convite.

         Em compasso de espera a categoria aguarda pelos informes do SINJUSC e do Comando de Greve e ainda a possível reunião que acontecerá na tarde de hoje junto com a administração do Tribunal de Justiça.

12/05/2015

"Quando começar a faltar comida na mesa eles voltam a trabalhar..."

         Foi um colega que me contou esta semana que esta foi uma frase de um magistrado quando falava sobre a greve. Eu espero, sinceramente, que seja mentira ou, no mínimo, um grande mal entendido, pois se isto for verdade imagine o amigo e a amiga qual a vontade de um trabalhador voltar a trabalhar, após encerrada a greve (a greve um dia se encerrará) e tiver que atuar juntamente com este suposto magistrado. Seria algo muito triste e revoltante.

         Eu espero que não falte comida na minha mesa. O desconto dos 5 (cinco) dias com certeza fará grande falta para mim e para os meus filhos e minha família, mas sinceramente, é importante lutarmos um pouco para que nossa vida seja um pouco melhor (claro, nem tão boa quanto a dos magistrados, mas um pouco melhor do que hoje), ainda mais que hoje há dinheiro para ser concedido um aumento real, ao menos, mais do que os 1,9%, os R$ 26 milhões do PLC 005/2015 ajudarão bastante.

         Se faltar comida na minha mesa (e espero que não falte), eu vou lembrar que o auxílio-moradia dos magistrados é maior do que o meu salário. Vou lembrar que eu não ganho auxílio-saúde pois eu não consigo pagar um plano privado melhor do que o SCSaúde. Vou lembrar que eu ganho o mesmo que os magistrados no quesito auxílio-alimentação (e se o meu aumentar 16% o dele também vai aumentar e ele não vai agradecer pela minha luta). Mas eu vou ter sim a coragem de lutar. Se precisar eu vou deixar de comer mas não vou deixar faltar comida pros meus filhos, com certeza.

         Espero que na casa deste suposto magistrado nunca falte comida. Espero sinceramente que nunca lhe falte dinheiro para pagar água, para pagar a conta de luz, para pagar a internet, para pagar o celular, ou que falte o dinheiro para pagar a mensalidade da casa, do carro, ou qualquer coisa que seja importante para ele. Mas espero mais que tudo que nunca falte comida para seus filhos, para a sua família, pois isto seria desumano.

         Precisamos de mais humanidade no nosso judiciário. Precisamos fazer cessar esse ódio existente entre servidores e magistrados, tanto de um lado como de outro, pois todos fizeram concurso para estarem ali, e no serviço público, todos somos empregados do estado, somos todos subordinados da população de Santa Catarina. Que nunca falte comida na mesa de ninguém, e que se porventura faltar, que tenhamos humanidade em dividir ainda o pouco que temos.