04/02/2018

Um SINJUSC grande, como sempre deveria ser

Diretoria eleita com membro do SINJUSC
          Durante o período de 2013/2016 o nosso sindicato havia se apequenado. Tornou-se do tamanho da antiga diretoria. Afastou-se dos movimentos sociais, afastou-se das grandes lutas nacionais, afastou-se das Centrais Sindicais, afastou-se da Federação e teve derrotas enormes no campo local, como a greve, o nível superior dos TJAs, aumento da alíquota do IPREV para 14%, perda de auxílio-alimentação dos aposentados, 0% de data-base, derrota no NPCS. Ao retornarmos, enquanto SINJUSC, a ajudar na coordenação/direção de Federação e da Central Sindical reconquistamos para o nosso sindicato o respeito perdido e isso a oposição nunca conseguiu engolir.

          O afastamento da Central Sindical e da Federação fez com que nossa greve, em 2015, fosse uma greve isolada, sem respaldo perante as demais entidades sindicais. Isso também fez com que politicamente ficássemos isolados e tornou todo o processo mais penoso. Em 2017 voltamos à Direção tanto da Federação quanto da Central Sindical, esse é o tamanho da importância do SINJUSC, respeitado pelos demais sindicatos de Santa Catarina e do Brasil, coisa que a antiga gestão nunca foi.

          Além de contarem mentiras no blog anônimo, afirmando que "dirigentes enfermos" haviam voltado apenas para participar da eleição da FENAJUD em Curitiba (dezembro/2017), o que é mentira pois os colegas Walmor, Eliane e Rose não foram para Curitiba pois estavam em tratamento de saúde, afirmavam em seu blog ainda no dia 9 de dezembro, que a "venda de licença-prêmio e férias corria pelo ralo", o que se demonstrou absolutamente falso apenas onze dias depois.

          O SINJUSC voltou a ser grande. Já resolveu a greve de 2015. Já conquistou duas datas-bases em apenas um ano. Cobrou e conquistou no primeiro ano de gestão os atrasados. Conquistou a venda de férias e licença-prêmio. Falta muito ainda e a conquista vem da luta, palavra abominada pelos covardes. Um novo Plano de Cargos e Salários, que é uma luta de anos só se conquista com muita qualidade e não no discurso fácil que alguns tentaram fazer e vender para a categoria sem conseguir entregar o prometido. Avante, é hora de progredir.

Leia aqui a 3a decisão judicial favorável e que legitima a posse da chapa "Um novo tempo na FENAJUD"

02/02/2018

Carta de alguém que perdeu um grande amor

       

          Não foi fácil! Quando recebemos a notícia que ele estava doente, e com poucas perspectivas, foi como se uma faca tivesse atingido o meu coração, mas não só o meu, mas de minhas filhas, meu filho, meus netos. A dor de saber que meu marido passaria pelo que passou abalou minha vida e quem não conhece, quem não viveu isto não sabe a dor que é ver seu grande amor ir embora.

          Foi no início de 2017 que recebemos a notícia. Chorei como poucas vezes chorei na minha vida, mas tinha que parecer forte para os outros. Tive que parecer forte para minha família. Tive que parecer forte ao meu marido. Tive que parecer forte para a sociedade e para os que me cercavam.

          Foram longos meses de sofrimento. O sofrimento não era só dele, que parecia bom quando fazia a quimioterapia e queria voltar para trabalhar no nosso sítio. A quimioterapia parecia fazer ele reviver e ter vontade de subir a serra e ser novamente o homem que ele sempre foi, junto de nosso pequeno sítio, plantando, roçando, colhendo.

          Nossa despedida se deu aos poucos. Ele foi indo embora. Mas eu não queria que ele fosse. Queria que ele ficasse mais um pouco apesar de tudo. Essa dor só quem já passou sabe o que é e o que significa para nós. Aguentei até o último momento e meus amigos do sindicato sabiam o quanto o meu afastamento era difícil para mim e para eles também. Fiquei nesse cargo o quanto pude e o quanto aguentei, mas precisei, após sua morte, de um momento de luto e afastamento, por isso decidi por trocar da função Diretora Financeira para Segunda Secretário de Formação Sindical.

          Ao atacar a minha realocação na Diretoria do SINJUSC atacam minha vida pessoal. Atacam aqueles que sofreram uma grande perda e que, por grande amizade e espírito de compromisso decidiram por se recolocar dentro do SINJUSC, que sempre foi um grande sindicato, um sindicato tão grande que nunca me abandonou neste período, com grandes amigos e amigas. Aos que pretendem destruir o sindicato e desabona-lo fica o meu perdão, aos que atacam a nossa luta fica a minha pena, e aos que nos atacam pessoalmente eu desejo que tudo de bom Deus lhe dê.

          Um forte abraço aos amigos e amigas do SINJUSC, que nunca me abandonaram e aos quais nunca abandonarei.

Silda Debus Coelho
2a Secretária de Formação Sindical

01/02/2018

Regras para uso de camisetas do SINJUSC

          Recebemos via email por um colega uma proposta para regras para utilização das camisetas do SINJUSC (claro, uma brincadeira), pelo fato de alguns colegas, na sua moralidade muito própria, acharem que podem e devem controlar a liberdade de cada pessoa que utiliza as camisetas do SINJUSC. Pelo fato de uma pessoa ter utilizado uma camiseta da campanha de 2010 numa atividade quiseram até que essa pessoa fosse "punida".

Segue a proposta recebida:

Regras para aquisição e uso das camisetas do SINJUSC:

1 - As camisetas do SINJUSC não poderão mais ter o nome ou a logomarca do SINJUSC (para que o sindicato não seja associado a qualquer atividade extra-sindical);

2 - As camisetas do SINJUSC, mesmo que tenham sido compradas pelos filiados, não poderão ser utilizadas em atividades fora do judiciário (principalmente políticas);

2.1 - As camisetas do SINJUSC só poderão ser utilizadas em atividades como assembleias, congressos, seminários e no serviço (e apenas no horário da atividade proposta pelo SINJUSC ou durante o horário de expediente);

3 - As camisetas do SINJUSC não poderão ser emprestadas para outras pessoas (mesmo que seja sua, que tenha pago por ela); 

4 - As camisetas do SINJUSC não poderão ser doadas (pois o usuário poderá ser visto em locais inapropriados e isto não é bom para o sindicato);

5 - As camisetas do SINJUSC não poderão ser revendidas para outras pessoas (pois também poderão ser usadas em locais indevidos);

6 - As camisetas do SINJUSC, quando não mais interessantes aos proprietários e filiados ao SINJUSC poderão ter as seguintes destinações:

6.1 - poderão ser queimadas (e as cinzas trazidas para o sindicato);

6;2 - poderão ser devolvidas ao sindicato (e então serão queimadas);

6.3 - poderão ser trituradas (e seus restos deverão ser devolvidos ao sindicato);

6.4 - poderão ser usadas como pano de chão (mas primeiro deverão ser descaracterizadas);

6.5 - poderão ser tingidas de preto (com fotos para registros entregues ao sindicato);

7 - As camisetas do SINJUSC jamais poderão ser utilizadas em atividades externas ao sindicato ou ao judiciário (principalmente atividades políticas);

8 - Caso alguém utilize uma camiseta do SINJUSC em atividade diversa do sindicato ou judiciário será repreendido pela Diretoria (e sem direito a defesa);

9 - Casos omissos serão decididos diretamente por comentários no facebook.

          Obviamente as propostas não serão aceitas pela diretoria do sindicato, afinal, qualquer pessoa pode usar as camisetas que compra do sindicato onde achar melhor, afinal, não é por utilizar uma camiseta do sindicato em qualquer atividade que lá estará o SINJUSC representado, senão, qualquer pessoa com camiseta de time de futebol, em qualquer atividade pública estaria representando a sua agremiação futebolística, o que se mostra como uma inverdade.

          Defender a liberdade individual é fundamental para todos nós, e toda e qualquer forma de retaliação ou moderação que se queira infringir a qualquer pessoa nada mais é que ferir nosso direito de liberdade de expressão.

Imposto sindical é importante?



          Sim, o imposto sindical é importante. Nesta postagem mostramos o quanto o imposto sindical é importante para o setor patronal (que não é afetado pela alteração da lei, que atinge trabalhadores). No vídeo um pré-candidato à governador do Estado e dono de uma das maiores redes de varejo do Brasil convoca todos os empresários para o pagamento do imposto sindical patronal, ou seja, dinheiro para montar estratégias contra os trabalhadores.

          É importante lembrar também que estes "donos de lojas" financiam, para se utilizar de um termo bonito, campanhas para futuros e atuais candidatos, ou seja, não possuem qualquer dúvida em fazer seus "investimentos" na política a fim de colher alguns frutos, como a reforma trabalhista e a possível reforma previdenciária. 

          Imposto sindical é importante, teve gente que tempos atrás era totalmente contra, mas quando assumiu o sindicato não teve dúvida em cobrar a anuidade sem problema algum e até sem devolver a parte dos filiados como aconteceu em 2015. Vamos ficar sem contribuir com os sindicatos que defende os trabalhadores enquanto os patronais não têm dúvida disso? Só para pensar.

Você venderia sua alma?


31/01/2018

INSTRUMENTALIDADE

Imagem do site www.trabalhadoresdaluz.altervista.org
          A instrumentalidade das formas no ato processual serve como um desapego à formalidade, desde que o ato cumpra sua finalidade e não gere prejuízos às partes. A própria formalidade é importante, pois democratiza o procedimento.

          Instrumentalização, Instrumentalidade, instrumentos são termos muito utilizados no meio jurídico, sobretudo processual. No entanto, pouco se reflete é que também somos instrumentos para uma finalidade que não nos diz respeito.

          A grande mídia desde sempre nos manipula e, apesar de sabermos disso, não conseguimos nos livrar, tampouco podemos falar sobre o fim. Esta força é algo metafísico. É tão poderosa a ponto de nos fazer pensar que não há alternativa.

          Tudo é mercado. Somos empresários de nós mesmos, para nós mesmos e contra todos os outros. Como não há forma de dissociar as coisas, isto é transpassado para as relações interpessoais: manipulações, relacionamentos voláteis e superficiais, afinal o tempo passa rápido demais e precisamos usar uns aos outros para satisfação e felicidade imediatas. Amanhã pode não ser mais.

          E a assim segue seu curso. Numa boa hipótese e dentro deste contexto, temos comida japonesa; amigos que reafirmam nossas ideias; Netflix com séries Cult; carro com ar-condicionado (afinal é impossível viver sem); família com problemas e churrasco (ao mesmo tempo); o colega que afirma “político é tudo bandido” e sonega tudo que consegue para quitar débitos trabalhistas; criticamos o TJSC e esperamos que alguém tome uma atitude rápida. Amanhã pode não ser mais nada disso.

          E no campo político ocorre exatamente o mesmo. Somos bombardeados de (des)informações. Usam-nos para que não enxerguemos soluções. O ato de repensar a notícia e conhecer a história dá trabalho, é incômodo. São anos e anos de pseudo-reflexões sobre os temas, o que nos mantém na superficialidade que o mundo nos exige.

          Pedem-nos consciência: sentimento ou conhecimento que permite ao ser humano vivenciar, experimentar ou compreender aspectos ou a totalidade de seu mundo interior.

          Pergunta-se: temos consciência ou a consciência não é nossa?

          Admitamos nossas incapacidades e busquemos exercitar a nossa inquietude. Basta de preguiça. 

          Sejamos instrumentos para meios em que tenhamos vez e voz.

30/01/2018

2017 foi um ano de perdas? Sim!

Imagem do site cpers.com.br
        É chato afirmar aqui que o ano de 2017 foi um ano de perdas, mas alguns, infelizmente, acreditam que isto é bom. Tivemos inúmeras perdas trabalhistas neste ano. A aprovação da (contra)Reforma Trabalhista, a aprovação da Lei de Terceirização Indiscriminada, encaminhamento da (contra)Reforma da Previdência que tramita no Congresso Nacional, além do aumento das contas de luz, gás entre tantos outros mostram que este governo trouxe perdas enormes para os trabalhadores. Mas nós também lutamos e tivemos alguns ganhos.

          Diferente do afirmado por alguns "mentirosos", conquistamos a venda das férias e das licenças-prêmio;

          Conquistamos duas datas-base num único ano (aquilo que alguns diziam ser protocolar mostrou-se como fruto de luta e conquista);

          Conquistamos a reposição da greve, que em 2015 os dirigentes sindicais abandonaram e deixaram a conta para o trabalhador;

          Conquistamos as promoções, por desempenho e aperfeiçoamento, atrasadas desde o ano de 2013 ;

          Conquistamos a reposição de valores em gratificações e colocamos novamente o sindicato de pé, ao invés de ajoelhado perante o Tribunal;

          Sobre as perdas que atribuem ao grupo que assumiu em 16 de dezembro de 2016, como o aumento do IPREV em mais 1%, é bom lembrar que esta lei foi aprovada durante a Gestão Sindical de 2013/2016, ou seja, foi pela inação da antiga gestão, que nunca chamou a categoria para "LUTAR" contra esse abuso, que temos hoje essa perda.

          Sobre o afastamento de colegas, retornando para a base, claro que é uma perda para a categoria, afinal não é fácil permanecer à frente de um sindicato de luta (pode ser fácil quando o sindicato não faz nada), mas quando se busca avançar nas conquistas tudo se torna mais difícil, e ao invés de repudiar a atitude dos colegas que retornaram e que poderão retornar à base, ao contrário, louvamos o trabalho realizado durante este período. 

          Ao final de 2017 saímos mais ricos do que iniciamos o ano, isto é fácil de contabilizar. Recebemos 2 datas-base, promoções atrasadas foram pagas, greve foi revista, auxílios foram reajustados, foi autorizada a venda de férias e licenças. Poderia e deveria ser melhor, mas para um sindicato que estava de joelhos se reerguer requer mais que discurso, requer ação. Há muito por conquistar e conquistaremos, juntos!