27/01/2016

E o SINJUSC pediu para o NPCS não ser analisado

Imagem do site correaneto.com.br
          Peço desculpas aos amigos e a compreensão pois, de férias, não consegui acessar a internet de onde estava e as postagens não aconteceram desde o final de semana até agora. Vamos assim, reassumindo aos poucos a velocidade e o ritmo para colocar as coisas em dia. Pra mim, a notícia mais estarrecedora foi que o SINJUSC pediu para o Conselho de Gestão não analisar o NPCS.

          A discussão de um Novo Plano de Cargos e Salários (NPCS) foi "ventilado" na assembleia geral de Fraiburgo realizada em 19 de julho 2014. Lá foi dito: "prazo de noventa dias, a elaboração de um novo projeto de reestruturação da tabela salarial, aproveitando os pontos que tiveram aprovação pelo Tribunal de Justiça no último PCS". Ou seja, em 19 de outubro de 2014 o trabalho (já num prazo longo) deveria estar pronto e encaminhado para o TJ.

          Dali pra frente a gente lembra o que ocorreu. O projeto do NPCS foi entregue para a administração do TJ em 06 de novembro de 2014. Em fevereiro de 2015 a Direção do SINJUSC dá indicativo de greve na Assembleia de Lages. A categoria ingressa na greve no final de março de 2015. Mais de 40 dias de greve e saímos apenas com pouco mais de 1% de ganho real, descontos dos dias de greve e prazos a perder de vista para o NPCS. Concluso o processo no Conselho de Gestão qual o motivo do SINJUSC solicitar a não discussão do tema nesta reunião? Haverá mudança significativa nas próximas semanas?  

          O novo Conselho de Gestão que se instalará não será muito diferente do que existe hoje, afinal de contas o Conselho é exatamente para que as medidas tomadas pelo Presidente do Tribunal de Justiça tenham sido analisadas antes por quem irá, em breve, assumir o comando do judiciário e não ficar sem saber o que está acontecendo. Tanto é assim que o presidente eleito do TJ faz parte do atual Conselho de Gestão, ou seja, conhece profundamente o que está acontecendo no judiciário nos últimos três anos.

          A suspensão da análise do NPCS talvez seja aquela tão falada "estratégia brilhante" que o SINJUSC disse existir um dia. Faz-se exatamente o jogo que o Tribunal de Justiça quer, ou seja, prorrogar interminavelmente o prazo para a análise do projeto. Isso me faz lembrar uma fábula que um amigo contava: "enquanto o dono do cachorro passar manteiga no nariz dele, ele ficará se lambendo todo e ficará feliz da vida sem que com isto tenhamos que lhe dar comida". 

A vida como ela é...

 
Imagem do site do Governo de Santa Catarina - Arrecadação últimos anos
        Quando um sindicato ou uma associação faz o discurso do patrão passamos a perceber o quão nocivo é ter essa "subordinação" ou "peleguismo" instalado em nossa categoria. O cenário de 2015 não foi dos melhores? Com certeza! Mas isto dá razão para alguma Associação fazer o "discurso do patrão"? ATJ, quanto se gastou com venda de "licença-prêmio" só para a magistratura em 2015? ATJ, qual promoção de magistrado foi atrasada em comparação à dos servidores? ATJ, quanto custou a venda de férias dos magistrados em 2015? 


          A vida mostra, com o passar do tempo, quem está de qual lado. E neste curto espaço de tempo alguns mostraram que realmente não estão do lado dos trabalhadores, ao contrário, estão do lado dos patrões, daqueles que possuem a caneta na mão e dizem para onde irá o dinheiro. Na notícia original publicada no site da ATJ não aparece nenhuma fonte de onde esta associação "conseguiu" o informe. Pode ser de qualquer lugar ou mesmo inventada por ela.

          No quadro que apresentamos acima para ilustrar este texto nós pegamos os dados que estão disponíveis no site do Governo do Estado de Santa Catarina. Você pode acessar diretamente clicando AQUI. Perceba que o crescimento é continuado, sequer há um crescimento zero ou próximo disto, ao contrário, o gráfico do estado mostra que o crescimento continua e o ritmo, ao que parece, não é tão desacelerado assim (o ano de 2016 aparece como decrescente pois ainda não foi contabilizado o final dele, que só ocorrerá em 31/12). Com certeza pode ter-se crescido menos do que o esperado, mas muito diferente do afirmado como "ano duro".

          O gráfico abaixo, que também é do governo do estado, que você pode acessar clicando AQUI, há uma diferença gritante com a arrecadação apresentada pelos dados trazidos pela ATJ. Então quando a gente "compra" a notícia de um determinado lugar ela vem de um jeito, quando a gente procura oficialmente, as vezes, pode parecer que é "um pouco" diferente o discurso.


Imagem do site do Governo de SC - Arrecadação mês a mês em 2015

          Trabalhador deve fazer discurso de trabalhador, observando sempre que nas crises os mais ricos ficam ainda mais ricos, enquanto os mais pobres, estes, sempre ficam mais pobres. É hora de dos nossos representantes dizerem realmente de que lado estão.

"Abstinência do Filho"


        Quem conhece Luiz Nascimento Carvalho, o Luizinho, sabe o quanto ele lutou para ajudar o filho a se livrar de um dos maiores problemas de nossa sociedade. Eu estava junto com ele aqui em Florianópolis de manhã cedo, quando ele atendeu ao telefone recebendo o informe de que o seu filho não estava mais conosco. Eu só pude imaginar a dor do meu colega com aquela ligação (lembrei do meu filho na hora) e a preocupação que eu fiquei em saber que ele iria percorrer uns 500 km para chegar em casa para dar o seu último adeus.

          Naquele dia tivemos uma reunião da diretoria do sindicato e era por isto que o Luizinho estava aqui em Florianópolis. Tinha forças para ajudar na luta sindical, tinha forças para ajudar ao filho, tinha sempre um ânimo imenso para tudo e tem ainda um otimismo sem tamanho. Ao publicar o seu livro "Abstinência do Filho" o Luizinho trás para nós um ensinamento de quem viveu na carne o que é lutar contra as drogas.

          Sugiro a leitura atenta do texto que está disponível AQUI. Fica o abraço fraterno ao meu amigo Luiz e o convite para todos os colegas lerem, entenderem e lutarem contra o consumo indiscriminado das drogas. Forte abraço e força sempre!

21/01/2016

SINJUSC insiste em não apresentar tabelas do NPCS

 
Image trabalhada do site daquidali.com.br
        Realmente deve haver algo de muito estranho. Afinal de contas qual o problema no nosso sindicato não apresentar as tabelas (inicial, intermediárias e final) do "Novo Plano de Cargos e Salários"? Existe algo para ser assim "escondido" da categoria?  Afinal de contas os dados do Projeto (sem tabelas) foi publicado em 3 de dezembro de 2015 (com muita insistência deste blog).


          Do jeito que as coisas parecem sempre piorar eu começo até a acreditar que o Novo Plano de Cargos e Salários pode ser aprovado, afinal de contas pode só trazer prejuízo aos servidores se a tabela salarial piorar. Enquanto o SINJUSC não mostra a tabela (talvez seja uma "estratégia brilhante") o que paira sobre a mesma são dúvidas e questionamentos.  

          Tempo já existiu bastante. Não se pode argumentar que os dados não puderam ser construídos durante todo este lapso temporal. Se as tabelas "intermediárias" são hipotéticas (tudo bem), mas contudo as tabelas inicial e final devem fazer parte do processo já concluído. Explicando de forma tranquila e adequada a categoria irá entender o que estaria já acertado.

          Esconder coisas da categoria é a pior estratégia que um sindicato pode fazer. Ao permanecer nessa forma de agir o sindicato perde confiança da categoria e se deslegitima perante todos nós. Afinal o Plano não é da atual diretoria, é de toda a categoria.

20/01/2016

Quando alguém te deve algo você: ( ) SOLICITA; ( ) REQUER; ( ) COBRA?

 
Imagem do site politicosdosuldabahia.com.br
        O SINJUSC protocolou na data de ontem (20/01) um documento em que apesar do primeiro parágrafo informar que é um "requerimento", ao final do mesmo apenas se "solicita" que o pagamento de atrasados sobre as promoções seja determinado pelo Presidente ao setor competente. É importante lembrar ao sindicato a diferença entre "requerer" um direito e "solicitar" um apoio.


          O Tribunal de Justiça é quem deve aos seus trabalhadores, ou seja, quem está indo contra a lei, quem não está honrando com os seus deveres, quem não está fazendo o "dever de casa" é o Tribunal de Justiça e não os trabalhadores. Ou seja, não devemos chegar de "pires na mão" solicitando, "por favor" o pagamento das promoções que nos são devidas, devemos é requerer o pagamento e que este seja feito da forma mais rápida possível conforme determina a lei. Não se está pedindo um benefício, está se cobrando um direito afinal de contas!

          Nenhum magistrado teve qualquer atraso de promoção nos últimos anos é bom lembrar. Todas as promoções ocorriam numa sessão do Pleno e na folha de pagamento daquele mês já era depositado o valor da referida promoção. O tratamento com os trabalhadores têm sido diferente e ainda vamos pedir para, por favor, pagar o que nos deve como uma "solicitação?  

          A justificativa de "aliviar o orçamento familiar", apesar de real, é desnecessária. O Tribunal sabe o quanto deve e por isto mesmo deve ser cobrado diariamente. Quem sabe uma simples faixa na frente do Tribunal de Justiça informando isto não seria melhor SINJUSC?

         

25 de janeiro: O que acontecerá nesta reunião do NPCS?

Imagem do site alemdeeconomia.com.br
          A próxima reunião do Conselho de Gestão ocorrerá na próxima segunda-feira, dia 25 de janeiro, quando então será retomada a discussão sobre o NPCS que teve no último encontro do dia 11 de dezembro um desfecho inusitado. Com dados distintos do apresentado pelo Relator da matéria o Presidente Eleito foi contrário a implementação do NPCS.

          O SINJUSC de lá para cá não apresentou novamente nenhuma notícia sobre o tema. Apenas informou que irá acompanhar o NPCS no primeiro semestre de 2016. A notícia, que tratava sobre a reunião de planejamento da entidade apenas apontava o tema sem grandes explicações. Mobilizações  ou qualquer outra forma de "luta" em favor do NPCS parecem estar longe da leitura da atual diretoria.

          A reunião do NPCS no Conselho de Gestão acontece segunda-feira, na mesma semana, sexta-feira acontecerá a posse da nova Direção do Tribunal de Justiça, ou seja, num período onde uns estão "esvaziando as gavetas" e deixando o espaço para o "novo" e outros preocupados em como encaminhar a "nova gestão". Neste meio estamos nós "acompanhando" o NPCS.

          Em 2011 o Desembargador Trindade dos Santos afirmava que o PCS2 seria implementado. Em 2012 o Desembargador Cláudio Dutra disse que o PCS2 era inevitável. Em 2014 o Desembargador Nelson Schaefer Martins disse que o NPCS seria implementado em sua gestão. No dia 29 de janeiro de 2016 um novo Presidente assume e sem a luta da categoria e da direção do sindicato, teremos apenas palavras ao vento.

Riqueza de 1% da população mundial supera a dos 99% restantes em 2015

   
Imagem do site carosamigos.com.br
      A acumulação de riquezas não é apenas percebida dentro do judiciário. Na sociedade ela é também percebida e se apresenta de forma muito dura e crua. A reportagem, que replicamos do site Caros Amigos é importante para entendermos como funciona uma sociedade em que a acumulação de riquezas nas mãos de poucos é letal para a própria sociedade. Boa leitura.

          A riqueza acumulada por 1% da população mundial, os mais ricos, superou a dos 99% restantes em 2015, um ano mais cedo do que se previa, informou nesta segunda(18) a organização não governamental (ONG) Oxfam, a dois dias do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
          "O fosso entre a parcela dos mais ricos e o resto da população aumentou de forma dramática nos últimos 12 meses", diz relatório da ONG britânica intitulado Uma economia a serviço de 1%.
          "No ano passado, a Oxfam estimava que isso fosse ocorrer em 2016. No entanto, aconteceu em 2015, um ano antes", destaca no texto.
          Para mostrar o agravamento da desigualdade nos últimos anos, a organização estima que "62 pessoas têm tanto capital como a metade mais pobre da população mundial", quando, há cinco anos, era a riqueza de 388 pessoas que estava equiparada a essa metade.
          A dois dias do Fórum Econômico Mundial de Davos, onde vão se encontrar os líderes políticos e representantes das empresas mais influentes do mundo, a Oxfam pede a ação dos países em relação a essa realidade.
         
          "Não podemos continuar a deixar que milhões de pessoas tenham fome, quando os recursos para ajuda estão concentrados, no mais alto nível, em tão poucas pessoas", afirma Manon Aubry, diretora dos Assuntos de Justiça Fiscal e Desigualdades da Oxfam na França, citada pela agência de notícias France Presse (AFP).
          Segundo a ONG, "desde o início do século 21 a metade mais pobre da humanidade se beneficia de menos de 1% do aumento total da riqueza mundial, enquanto a parcela de 1% dos mais ricos partilharam metade do mesmo aumento".Para combater o crescimento dessas desigualdades, a Oxfam pede o fim da "era dos paraísos fiscais", acrescentando que nove em dez empresas que figuram entre "os sócios estratégicos" do Fórum Econômico Mundial de Davos "estão presentes em pelo menos um paraíso fiscal".
          "Devemos abordar os governos, as empresas e as elites econômicas presentes em Davos para que se empenhem a fim de acabar com esta era de paraísos fiscais, que alimenta as desigualdades globais", diz Winnie Byanyima, diretor-geral da Oxfam International, que estará em Davos.
          No ano passado, vários economistas contestaram a metodologia utilizada pela Oxfam. A ONG defendeu o método utilizado no estudo de forma simples: o cálculo do patrimônio líquido, ou seja, os ativos  menos a dívida.
          A pequena localidade suíça de Davos vai acolher, a partir da próxima quarta-feira (20), líderes políticos e empresários para debater a 4ª Revolução Industrial.
          Esta 46ª edição do fórum, que termina em 23 de janeiro, ocorre no momento em que o medo da ameaça terrorista e a falta de respostas coerentes para a crise de refugiados na Europa se juntam às dificuldades que a economia mundial encontra para voltar a crescer e à forte desaceleração das economias emergentes.
           Segundo o presidente do fórum, Klaus Schwab, a "4ª revolução industrial refere-se à fusão das tecnologias", principalmente no mundo digital, que "tem efeitos muito importantes nos sistemas político, econômico e social".
Da Agência Lusa